O conselheiro Waldir Teis, até então vice-presidente, vai ocupar interinamente a presidência do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT). A mudança ocorre em decorrência da prisão do presidente da instituição, Sérgio Ricardo de Almeida, que foi o principal alvo da Operação Tomada de Contas, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (29).
Alvos da operação da Polícia Federal
A ofensiva policial foi autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e incluiu o cumprimento de seis mandados de prisão preventiva e 26 mandados de busca e apreensão. Os agentes também executaram medidas de sequestro de bens e de quebra de sigilos.
Além de Sérgio Ricardo, a operação atingiu o consultor-jurídico-geral Grhegory Paiva Pires Moreira Maia, os advogados Gustavo Fernandes da Silva e Felipe José Glinke, o jornalista Adriangelo Barros Antunes e a secretária executiva Roseli Loss. Os conselheiros Guilherme Maluf e Alisson Alencar, juntamente com o conselheiro aposentado Valter Albano, também figuram como alvos das investigações.
Posicionamento oficial do tribunal
Diante da crise institucional gerada pela operação do STJ, o órgão divulgou um comunicado oficial assinado pelo conselheiro Waldir Júlio Teis. Na nota, o dirigente afirma “que adotará todas as providências necessárias ao cumprimento das determinações da Justiça”.
O texto publicado pela corte de contas também reforça o compromisso institucional com a estabilidade administrativa. A gestão assegura aos servidores, aos órgãos públicos jurisdicionados e à sociedade mato-grossense o compromisso com a normalidade administrativa, a continuidade dos trabalhos e a regularidade das atividades institucionais.
Impacto na rotina administrativa
Como reflexo direto dos desdobramentos da operação policial, a direção do TCE-MT determinou a paralisação das atividades presenciais e a suspensão de todos os prazos processuais nesta quinta-feira (29).
Além disso, a sessão plenária que estava agendada para a próxima terça-feira (3) foi cancelada para permitir a reorganização interna dos processos. O tribunal informou que continuará exercendo suas funções com responsabilidade e serenidade, mantendo o foco na legalidade e no cumprimento de sua missão constitucional de controle externo.
















