Mais de 60 relógios de grife, veículos de alto padrão e somas expressivas em dinheiro foram recolhidos pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (29) durante a Operação Tomada de Contas, que apura indícios de irregularidades no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT). O presidente da instituição, Sérgio Ricardo de Almeida, foi alvo de prisão preventiva na ação que investiga suspeitas de fraudes em contratos administrativos e repasses financeiros.
Detalhes das apreensões de luxo
Registros fotográficos disponibilizados pelas autoridades mostram dezenas de acessórios de marcas internacionais e pilhas de cédulas organizadas sobre superfícies e guardadas em caixas. Entre os itens confiscados estão peças da TAG Heuer, como o modelo Carrera Calibre 16, com estimativa de preço entre R$ 25 mil e R$ 40 mil, e um Rolex Submariner Date, cujo valor pode alcançar R$ 159,2 mil.
O material recém-recolhido também inclui um exemplar de edição limitada do Bulova Shelby Racer Chronograph, avaliado em até R$ 14,9 mil, além de uma bolsa transversal fabricada pela marca italiana Prada. No material visual divulgado, também é possível identificar automóveis de luxo, a exemplo de utilitários esportivos das marcas Mercedes-Benz e Audi. Até o momento, a corporação policial não divulgou o montante financeiro total confiscado nem especificou a propriedade exata dos objetos de valor.
Estratégia e alvos da Operação Tomada de Contas
As investigações conduzidas pelo órgão federal concentram-se na hipótese de que ajustes contratuais teriam sido interrompidos para coagir fornecedores, além de possíveis privilégios na autorização de verbas públicas. Os agentes também examinam discrepâncias em quitações destinadas a companhias, transações financeiras atípicas ligadas a funcionários e retiradas recorrentes de grandes quantias em espécie, buscando traçar o caminho do dinheiro entre contas bancárias e saques efetuados dentro do próprio órgão fiscalizador.
Autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), a ofensiva judicial mobiliza o cumprimento de seis mandados de prisão preventiva e 26 ordens de busca e apreensão, somadas a quebras de sigilo e bloqueio patrimonial. As diligências estão em andamento nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
















