Gabinetes de conselheiros e estações de trabalho de funcionários do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) figuraram entre os endereços alvos de mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal na quinta-feira (29), no âmbito da Operação Tomada de Contas.
Alvos e mandados no tribunal
A ordem expedida pelo ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), aponta 18 pessoas associadas à Corte de Contas e libera vistorias em áreas administrativas da entidade. Entre os investigados estão o presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo de Almeida, que teve a prisão preventiva ordenada, além dos conselheiros Guilherme Maluf, José Carlos Novelli e Alisson Alencar, e o conselheiro aposentado Valter Albano.
As apurações miram indícios de irregularidades na administração de contratos públicos, repasses a companhias e transações financeiras atípicas ligadas a colaboradores do órgão.
Lista completa dos investigados
A relação de alvos e pontos de busca engloba:
– Sérgio Ricardo de Almeida: gabinete e ambientes adjacentes;
– Roseli Loss: estação de trabalho;
– Guilherme de Antônio Maluf: gabinete e ambientes adjacentes;
– José Carlos Novelli: gabinete e ambientes adjacentes;
– Vitor Turri Romano: estação de trabalho;
– Jocimauro Bento do Carmo: estação de trabalho;
– Alisson Carvalho de Alencar: gabinete e ambientes adjacentes;
– Carlos Romeu Rodrigues Medeiros: estação de trabalho;
– Grhegory Paiva Pires Moreira Maia: estação de trabalho;
– Gustavo Fernandes da Silva: estação de trabalho;
– Felipe José Glinke: estação de trabalho;
– Eneias Viegas da Silva: estação de trabalho;
– Maurício Marques Júnior: estação de trabalho;
– Adriangelo Barros Antunes: estação de trabalho;
– Edson Luiz Ribeiro de Oliveira: estação de trabalho;
– Adiair Roque Arruda: estação de trabalho;
– Carlos Alexandre Pereira: estação de trabalho;
– Valter Albano da Silva: estação de trabalho.
Varredura e apreensões autorizadas
Além dos locais de trabalho dos citados, o ministro Og Fernandes permitiu varreduras em diferentes departamentos da estrutura administrativa do TCE-MT, incluindo a Consultoria Jurídica Geral e as secretarias executivas de Gestão de Pessoas, de Orçamento, Finanças e Contabilidade, de Planejamento, e o Sistema de Controle Interno.
Os agentes federais obtiveram autorização para apreender computadores, celulares, arquivos documentais e valores em espécie acima de R$ 10 mil. Bens de alto valor também podem ser confiscados caso haja indícios de relação com os crimes apurados. A decisão ainda viabilizou o acesso a imagens de segurança, registros de entrada no prédio e a extração de dados de contas funcionais do consultor jurídico-geral Grhegory Paiva Pires Moreira Maia e do advogado Gustavo Fernandes da Silva.
Contexto da investigação
A Operação Tomada de Contas investiga um esquema envolvendo contratos e fluxo de recursos públicos no TCE-MT. A Polícia Federal aponta indícios de uso de suspensão de contratos para pressionar fornecedores, favorecimentos em liberações financeiras e movimentações atípicas, como saques frequentes em dinheiro vivo. Cerca de 180 policiais federais participam da ação, que cumpre seis mandados de prisão preventiva e 26 de busca em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Além do presidente Sérgio Ricardo, as ordens de prisão atingem o consultor Grhegory Paiva, o servidor Adriangelo Barros Antunes, a secretária-executiva Roseli Loss e os advogados Felipe José Glinke e Gustavo Fernandes da Silva.
















