A criação do Dia Nacional da Consolidação da Independência do Brasil foi aprovada pela Câmara dos Deputados. A nova data comemorativa será celebrada em 2 de julho, com o objetivo de reescrever a narrativa histórica nacional.
Origem da proposta e próximos passos
Originado a partir de uma proposição do Poder Executivo, o Projeto de Lei 3220/25 teve a relatoria conduzida pela deputada Lídice da Mata (PSB-BA). Com a aprovação na Câmara, a matéria agora segue para apreciação no Senado Federal.
Descentralização da história oficial
Para a relatora da proposta, o projeto altera o foco histórico tradicional, que costuma priorizar aspectos políticos, institucionais e a figura da monarquia concentrada no eixo centro-sul, transferindo o protagonismo para a Bahia e a região Nordeste.
Lídice da Mata destacou a importância cultural da medida: “Reconhecer essa data, do ponto de vista cultural, é conferir visibilidade à participação decisiva do povo e resgatar o protagonismo feminino ao jogar luz sobre a bravura de mulheres como Maria Quitéria, Sóror Joana Angélica e Maria Filipa”.
Contexto histórico da data
A escolha do dia 2 de julho faz referência ao ano de 1823, momento em que ocorreu o encerramento definitivo dos confrontos contra as forças militares de Portugal que ainda resistiam em Salvador, mesmo após a proclamação oficial da independência brasileira.
















