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Deputado Faissal critica Cattani por racha no PL da Assembleia

Parlamentar aponta isolamento político do colega e antecipa possível migração partidária para o grupo de Max Russi.

O deputado estadual Faissal Calil (PL) manifestou insatisfação com a conduta do colega de partido Gilberto Cattani (PL) durante as negociações para a formação da nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

Racha nas articulações do Partido Liberal

Durante atendimento à imprensa na sede do Parlamento estadual, Faissal criticou a adesão avulsa de Cattani à chapa encabeçada pelo atual primeiro-secretário Dr. João (MDB). Segundo o parlamentar, a decisão ocorreu sem qualquer diálogo prévio com os demais integrantes da bancada liberal.

A situação evidenciou divisões internas no partido, que buscava um consenso para garantir posições de relevância na direção da Casa de Leis.

“Ele falou que tinha a pretensão de ser primeiro vice. Falei: ‘Ok, vamos trabalhar isso’. Depois, deu uma entrevista falando que estava com o João, sem nem comunicar, sem nem conversar com outros deputados do PL. Infelizmente, acho que ele teve uma atitude precipitada e avaliou de forma individual”

O deputado também pontuou que a atitude gerou surpresa devido à parceria política que mantinham no Legislativo, recordando que atuou ativamente para favorecer o colega em eleições anteriores para a Mesa Diretora.

“O Cattani foi uma pessoa que eu, nas últimas duas mesas, sempre apoiei. Ele sempre esteve na Mesa com o voto do Faissal. Foi a primeira pessoa que eu comuniquei, a pessoa com quem mais converso dentro do Parlamento. Somos os dois do PL aqui dentro”

Possibilidade de mudança para o Podemos

Diante do cenário de distanciamento, Faissal comentou sobre os planos futuros do correligionário e indicou que a permanência dele no partido pode estar com os dias contados, mencionando um alinhamento político estreito com o presidente da sigla rival, Max Russi (Podemos).

“Ele deixou claro que vai acompanhar o Max Russi. Então, ele pode mudar para o Podemos. Ele falou, inclusive, que, se tiver que disputar o Senado em 2030 e não tiver vaga no PL, vai para outro partido. Mas deixou claro que vai acompanhar o Max Russi. Então, pode mudar para o Podemos”

As declarações reforçam o clima de instabilidade na base do PL mato-grossense, enquanto os parlamentares intensificam as conversas nos bastidores para definir os rumos da direção da Assembleia Legislativa.

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