O mercado financeiro nacional fechou esta terça-feira (3) em baixa, impulsionado pela alta da moeda norte-americana e pela ampliação das perdas na bolsa de valores após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Desempenho do câmbio
O dólar comercial encerrou o pregão com valorização de 0,74%, cotado a R$ 5,486. Ao longo da sessão, a divisa chegou a superar a marca de R$ 5,50, atingindo a máxima de R$ 5,509 por volta das 13h50.
O movimento reflete o primeiro pregão de novembro, após o feriado de Finados e uma semana de forte desvalorização dos ativos nacionais. Desde o pleito de 25 de outubro, o câmbio tem sofrido forte pressão sobre o real. No exterior, o índice DXY avançava 0,13%, aos 101,850 pontos, às 17h35.
Posicionamento do governo
Durante a manhã, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que as propostas de Lara Resende apresentam deficiências e não estão em discussão no governo. O ministro também reforçou a defesa de um ajuste fiscal gradual.
Queda na bolsa de valores
O Ibovespa recuou 1,42%, encerrando aos 165.528,92 pontos em dados preliminares. O principal índice da bolsa brasileira chegou a perder o patamar dos 165 mil pontos, batendo mínima de 164.446,53 pontos às 11h23.
Esta baixa marcou o sexto pregão consecutivo de perdas desde a reeleição de Lula. Antes da definição nas urnas, o indicador operava acima de 205 mil pontos. Papéis de destaque como Petrobras e Vale pressionaram o resultado, impactados por ajustes nas cotações de commodities.
Expectativa pelo Copom e boletim Focus
As atenções dos investidores voltaram-se para a decisão do Comitê de Política Monetária sobre a taxa Selic, prevista para quarta-feira (4), em um cenário onde a taxa básica está em 13,75% ao ano.
O boletim Focus divulgado no mesmo dia elevou a projeção inflacionária para 2027 de 4,34% para 4,76%, ultrapassando o teto da meta de 4,5%. A estimativa para a Selic no encerramento do próximo ano subiu de 11,75% para 12,50%, mantendo o clima de cautela nos negócios.
















