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Waldir Teis assume presidência do TCE-MT e exonera 16 servidores investigados

Decisão publicada no Diário Oficial atinge cargos estratégicos após operação da Polícia Federal que afastou Sérgio Ricardo.

O novo presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Waldir Júlio Teis, determinou a exoneração de 16 servidores investigados pela Polícia Federal na Operação Tomada de Contas, que resultou na prisão do então presidente da Corte, Sérgio Ricardo de Almeida. As saídas foram oficializadas nesta terça-feira (3), no Diário Oficial de Contas, logo no primeiro dia da nova gestão.

Cargos estratégicos atingidos pelas demissões

Entre os profissionais desligados estão chefes de gabinete, consultores jurídicos, assessores e secretários executivos que exerciam funções de destaque na administração do órgão. Do total, cinco cumpriram prisão preventiva durante a investida policial, enquanto outros 11 receberam ordem de afastamento expedida pelo Superior Tribunal de Justiça.

O decreto alcança divisões fundamentais como planejamento, controle interno, orçamento, finanças e assessoria jurídica. Entre os alvos estão Roseli Loss, que chefiava o gabinete de Sérgio Ricardo, e Grhegory Paiva Pires Moreira Maia, responsável pela consultoria jurídica-geral da instituição.

Reorganização e contexto da operação policial

As dispensas ocorrem após Waldir Teis assumir o comando em substituição a Sérgio Ricardo, afastado por ordem judicial. O dirigente também iniciou uma reformulação administrativa para assegurar a continuidade dos trabalhos de fiscalização e julgamento de contas públicas.

No total, 18 postos comissionados foram cortados na terça-feira, sendo 16 citados nas apurações da Polícia Federal. As medidas administrativas não configuram condenação dos citados, que seguem sob investigação.

Detalhes da Operação Tomada de Contas

A ação foi deflagrada em 29 de outubro com autorização do ministro Og Fernandes, do STJ, para apurar suspeitas de desvio de recursos públicos, fraudes em contratos e repasses milionários efetuados fora da folha oficial do TCE-MT. De acordo com os levantamentos, uma suposta folha paralela teria viabilizado a transferência de cerca de R$ 48,5 milhões a conselheiros em menos de dez meses de 2025. Desse total, Sérgio Ricardo teria ficado com R$ 15,4 milhões.

A ofensiva cumpriu seis mandados de prisão preventiva, incluindo o do ex-presidente, além de 26 mandados de busca e apreensão. A investigação também examina transações financeiras atípicas, saques em espécie e possíveis crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Servidores exonerados

A lista dos 16 funcionários públicos desligados inclui Grhegory Paiva Pires Moreira Maia, Gustavo Fernandes da Silva, Felipe José Glinke, Adriangelo Barros Antunes, Roseli Loss, Adjair Roque de Arruda, Carlos Alexandre Pereira, Carlos Felipe Oliveira Almeida, Carlos Romeu Rodrigues Medeiros, Edson Luiz Ribeiro de Oliveira, Eneias Viegas da Silva, Jocimauro Bento do Carmo, Maurício Marques Júnior, Márcio Antônio Silvério, Olavo Lage Filho e Vitor Turri Romano.

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