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PF descobre R$ 112 milhões em emendas ocultas destinadas ao Tribunal de Contas de Mato Grosso

Investigação aponta repasses sem nomes de deputados e Assembleia Legislativa contesta a classificação dos recursos

A Polícia Federal identificou o repasse de R$ 112,3 milhões em emendas aprovadas pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso para o Tribunal de Contas do estado ao longo dos últimos dois anos.

Ausência de parlamentares nas planilhas

O fator que motivou o alerta dos investigadores foi a falta de identificação nominal dos deputados autores das verbas, registradas no Portal da Transparência apenas sob a rubrica genérica de “lideranças partidárias”. Os dados fazem parte do inquérito vinculado à Operação Tomada de Contas, que apura supostas irregularidades financeiras na Corte.

Evolução dos repasses e foco em indenizações

O levantamento da corporação aponta que foram repassados R$ 50 milhões em 2025 e outros R$ 62,3 milhões, totalizando exatos R$ 112.389.719,36 nos dois períodos. Desse total, R$ 72,2 milhões foram direcionados especificamente para a categoria de pagamento de indenizações, sendo R$ 39,1 milhões no primeiro ano e R$ 33,1 milhões no segundo.

Orçamento superado e cautela da investigação

A investigação também detalha a diferença entre o orçamento inicial e a arrecadação final do órgão, que saltou de R$ 763,8 milhões em 2023 para R$ 826,3 milhões em 2025. Apesar da apuração, a polícia ressalta que o mecanismo de incorporação dessas emendas “ainda carece de maior aprofundamento” e não crava a existência de desvios formais.

Posicionamento oficial da Assembleia

Em nota oficial sobre o caso, a Casa de leis contestou a narrativa dos repasses e esclareceu que a movimentação citada na investigação corresponde a uma emenda legislativa à Lei Orçamentária Anual (LOA), mecanismo utilizado durante a elaboração e aprovação do orçamento público.

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