Conteúdo/ODOC – O presidente eleito da Câmara Municipal de Cuiabá, vereador Ilde Taques (Podemos), revelou preocupação do prefeito Abilio Brunini (PL) quanto ao equilíbrio das contas da capital para o próximo ciclo financeiro.
À imprensa no Parlamento municipal, o parlamentar afirmou que o chefe do Executivo calcula uma perda estimada em R$ 300 milhões em repasses da União a partir de 2027, em decorrência da postura fiscal e dos eventuais contingenciamentos do Governo Federal sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
De acordo com Ilde Taques, o cenário exige cautela na elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA) e na destinação de recursos para as áreas essenciais do município. “Tem uma preocupação sobre a vida financeira do município a partir do ano que vem. Ainda mais com a vitória do Lula, vai ter alguns enxugamentos aí que o prefeito Abilio está preocupado”, explicou o presidente eleito do Legislativo cuiabano.
O vereador explicou que o enxugamento projetado pelo Alencastro atinge diretamente o planejamento de investimentos previstos para a infraestrutura, saúde e educação da capital.
A apreensão de Abilio gira em torno da redução do fluxo de convênios e verbas discricionárias federais destinadas aos municípios. “Tem preocupação de alguns cortes de verbas federais do governo Lula. Ele estima em torno de R$ 300 milhões de cortes só para Cuiabá”, declarou Ilde Taques.
A incerteza orçamentária acendeu um alerta vermelho no Palácio Paschoal Moreira Cabral, sobretudo quanto à capacidade de execução das emendas parlamentares protocoladas pelos vereadores para o atendimento das demandas comunitárias nos bairros. “Quando um vereador coloca emenda, investimento para a saúde, para a educação, para alguns setores, ele tem preocupação do município não conseguir”, destacou.
Apesar do alerta financeiro, Ilde Taques ressaltou que a Mesa Diretora eleita para a próxima legislatura vem mantendo diálogo constante com a bancada de sustentação e com a oposição para alinhar as expectativas em relação à peça orçamentária e garantir a aprovação de uma peça realista. “Estamos discutindo, estamos debatendo com os vereadores e eu acredito que nós vamos chegar num consenso”, concluiu Ilde Taques.
Fonte: odocumento
















