Agro

Mercado financeiro eleva projeção para inflação e juros em 2026

Relatório divulgado pelo Banco Central também mostra nova queda na estimativa de crescimento do PIB brasileiro para o período.

O mercado financeiro elevou as projeções para a taxa básica de juros, o IPCA e a cotação do dólar, além de reduzir, pela terceira semana consecutiva, a estimativa de crescimento da economia brasileira.

Boletim Focus detalha cenários econômicos As informações foram divulgadas por meio do Boletim Focus, um relatório semanal publicado pelo Banco Central que reúne as principais expectativas de analistas para indicadores macroeconômicos do país.

Taxa básica de juros e o impacto na economia Neste primeiro boletim após o resultado das eleições presidenciais, a projeção para a taxa básica de juros ao final de 2026 passou de 13,25% na semana passada para 13,5% — mesmo patamar estimado há quatro semanas. Atualmente, a taxa está em 13,75%, o que indica que o mercado ainda espera por um corte de 0,25 ponto percentual até o fim do ano. Para os anos seguintes, as estimativas estão em 12,5% para 2027 e 11% para 2028.

A taxa Selic serve como o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação. Juros mais altos encarecem o crédito e ajudam a reduzir a demanda e os preços, mas podem frear a atividade econômica. Em contrapartida, juros menores estimulam o consumo e os investimentos, favorecendo o crescimento, mas com risco de pressionar a inflação.

Expectativas para a inflação oficial Utilizado para medir a inflação oficial do país, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) também sofreu alterações nas estimativas do mercado financeiro para 2026, subindo de 5,19% para 5,22%. Para 2027, a projeção é de 4,76%, enquanto para 2028 a expectativa permanece em 4%.

A prévia da inflação oficial ficou em 0,32% em outubro, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, o indicador acumulou alta de 4,62% em 12 meses, ficando acima do teto da meta estabelecida. A desaceleração em relação a setembro (0,70%) ocorreu devido à queda na conta de energia elétrica residencial, impulsionada pela bandeira tarifária verde, embora os alimentos tenham exercido forte pressão de alta com aumentos expressivos em itens como tomate, cebola, batata-inglesa e arroz.

Revisão para baixo no PIB e alta no câmbio No que diz respeito ao Produto Interno Bruto (PIB), o mercado financeiro reduziu, pela terceira semana seguida, as projeções para 2026, recuando de 1,8% para 1,76%. As expectativas para os anos seguintes apontam para expansão de 1,2% em 2027 e de 1,8% em 2028.

Por fim, as projeções para a cotação do dólar ao término do período subiram de R$ 5,05 para R$ 5,34. Para 2027, a moeda norte-americana deverá encerrar cotada a R$ 5,40, mesmo valor projetado para o ano de 2028.

Mais notícias

Ver todas