O ex-senador Cidinho Santos (PP), eleito primeiro suplente do senador Mauro Mendes (União Brasil), utilizou as redes sociais para criticar posturas de apoiadores do bolsonarismo. Segundo o político, há um movimento de insatisfação com o desfecho das urnas em 2026 que tem resultado em boicotes a estabelecimentos comerciais e na interrupção de campanhas solidárias devido a desentendimentos político-partidários.
Repercussão nas redes sociais Em sua manifestação em vídeo, o ex-parlamentar relatou ter observado postagens de cidadãos declarando que abandonariam a frequência a salões de beleza, comércios variados e outros negócios locais em razão da inclinação política dos donos. Além disso, o suplente apontou situações em que indivíduos estariam cancelando o engajamento em iniciativas de caridade e ações beneficentes voltadas para o fim de ano.
“Isso, para mim, não é cristão. Quando a gente faz uma coisa para o irmão, faz de coração, faz porque a gente entende que é o nosso dever, é a nossa obrigação de cristão”, afirmou.
Defesa da democracia e respeito ao voto Apesar de não citar nomes próprios ou facções específicas, o aliado de Mauro Mendes argumentou que o descontentamento eleitoral não deve justificar represálias contra empreendedores ou qualquer tipo de prejuízo a quem possui visões ideológicas divergentes.
“Às vezes, o resultado da eleição não foi aquilo que alguns esperavam, mas estamos numa democracia e temos que entender o resultado e a vontade de Deus e do povo, que foi soberano”, declarou.
Valores cristãos e solidariedade Fundamentando seu discurso em preceitos do cristianismo, o político enfatizou o mandamento de amar o próximo e defendeu que a prestação de auxílio não pode depender da orientação política de quem é beneficiado.
O pleito de 4 de outubro definiu Cidinho Santos como primeiro suplente de Mauro Mendes, cuja chapa tem ainda Elson Ramos (Podemos) como segundo suplente.
Por fim, o representante político apelou para que as rivalidades das urnas fiquem no passado, incentivando a sociedade a prosseguir com as atividades produtivas livres de ressentimentos. “A vida que segue, vamos continuar trabalhando, sem rancor, sem mágoa, torcendo pelo sucesso de quem foi eleito”, disse.
















