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Placa preta em Mato Grosso: veja como registrar seu carro clássico

Estado já soma mais de 1,2 mil veículos de coleção catalogados e exige laudo técnico para a emissão da identificação especial.

Os automóveis clássicos que conservam sua identidade histórica funcionam como verdadeiras memórias sobre rodas, tendo o direito de exibir a cobiçada placa preta, que representa o reconhecimento supremo para os veículos de coleção legítimos.

Critérios e exigências para obtenção

Para obter essa identificação diferenciada, a legislação de trânsito determina que o automóvel tenha completado no mínimo 30 anos de fabricação. Além disso, é obrigatório que o modelo mantenha pelo menos 80% de suas especificações originais de fábrica, englobando componentes fundamentais como motorização, estrutura da carroceria, pintura e acabamento interno.

Atualmente, o Departamento de Trânsito estadual cataloga 1,2 mil veículos de colecionadores com a placa preta registrados em Mato Grosso.

Passo a passo no Detran

O processo de solicitação começa com a obtenção do Certificado de Veículo de Coleção (CVCOL), documento liberado após uma inspeção rigorosa realizada por uma instituição devidamente credenciada.

Portando o certificado, o dono do automóvel deve se dirigir ao Detran para requerer a alteração do registro para a categoria de coleção, seguindo todas as normativas exigidas pelo órgão estadual. Após a liberação e o aval do departamento de trânsito, o motorista fica autorizado a contratar uma empresa estampadora homologada para fabricar e fixar o novo identificador automotivo.

Importância cultural e valorização

Para os entusiastas do antigomobilismo, essa certificação vai muito além da burocracia, funcionando como um mecanismo para exaltar a preservação cultural automotiva.

O colecionador Érico Túlio de Paula Corrêa é proprietário de um Landau 1982 automático e resume o sentimento de posse desse tipo de veículo. “Você se torna um verdadeiro guardião da história do antigomobilismo, preservando verdadeiras relíquias da nossa indústria automobilística e mantendo viva uma paixão que atravessa gerações. Carro antigo não é apenas ferro, motor e rodas. É memória, cultura, emoção e história”, destacou o colecionador.

De acordo com o diretor de Veículos do Detran, Dauson Silva, o reconhecimento da originalidade traz vantagens práticas, como a valorização comercial do bem e critérios diferenciados em apólices de seguros diante de eventuais sinistros.

“Os veículos de coleção representam muito mais que automóveis antigos. Preservam a história da indústria automobilística, carregam memórias e fazem parte do patrimônio cultural. O papel do Detran, enquanto órgão de trânsito, é valorizar essa atividade e garantir que os procedimentos de registro e regularização sejam realizados de forma adequada, respeitando a legislação vigente”, conclui.

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