Política

Gilberto Cattani rebate Faissal Calil e confirma chapa com Max Russi na ALMT

Deputado estadual do PL afirma que acordo para a primeira vice-presidência foi firmado há dois anos nos bastidores

O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) respondeu de forma contundente às declarações do correligionário Faissal Calil (PL) sobre as articulações para a sucessão da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). A polêmica envolve os movimentos políticos para a nova gestão do parlamento estadual.

O racha no PL e a resposta às críticas

Em entrevista à imprensa, Cattani rebateu as acusações de ter tomado uma atitude precipitada ou individual, acusou Faissal de atuar contra seus projetos e cravou que sua candidatura à 1ª Vice-Presidência na chapa liderada por Max Russi (Podemos) é fruto de um acordo firmado há dois anos. O parlamentar liberal negou qualquer surpresa na sua movimentação e rebateu o incômodo manifestado pelo colega de partido.

“Eu acho que ele está trabalhando contra mim, porque eu sempre fui, desde a outra eleição já, um pré-candidato e hoje sou candidato a vice do Max numa chapa para a Assembleia Legislativa”, afirmou Cattani.

Acordo político de longo prazo

Cattani explicou a engenharia política construída na eleição anterior da Mesa Diretora, ressaltando que abriu mão de espaços no passado justamente para consolidar sua indicação à vice-presidência no pleito atual. Segundo ele, não há disputa direta com Faissal pela 1ª Secretaria.

“Eu não quero pleitear a primeira-secretaria. Eu pleiteio a vice-presidência da Casa, por isso eu sou o segundo-presidente já desde dois anos atrás, quando isso foi acordado. O Júlio Campos ficou com a primeira-secretaria e nessa eu seria o primeiro vice. Isso está acordado desde aquela época”, detalhou o deputado.

Aliança consolidada e lealdade partidária

Ao comentar as insinuações de Faissal sobre uma eventual troca partidária, Cattani reiterou sua lealdade à construção liderada pelo atual presidente da ALMT, pontuando que a lógica da composição parlamentar impede que um mesmo partido ocupe os dois cargos mais altos do comando da Casa.

“Aonde o Max for, eu estou junto com ele, porque sou vice-presidente na chapa dele. Simples assim. Acho que nenhuma chapa que for feita vai ter as duas principais cadeiras com o mesmo partido. Então, para um ser, o outro tem que desistir”, concluiu Gilberto Cattani.

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