O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado deflagrou a Operação Mãos à Obra – Fase II para desarticular um esquema bilionário de corrupção que movimentou cerca de R$ 80 milhões em Mato Grosso. A força-tarefa cumpriu cinco mandados de prisão preventiva e 17 ordens de busca e apreensão contra os suspeitos de envolvimento nas fraudes.
Investigação em Sinop A unidade descentralizada do órgão em Sinop coordenou a ofensiva, que apura irregularidades cometidas entre os anos de 2017 e 2026. O esquema envolvia diretamente agentes públicos e empresários focados em burlar trâmites burocráticos de obras e empreendimentos imobiliários no município mato-grossense.
Fraudes na prefeitura As suspeitas apontam para a cobrança e pagamento de propinas para acelerar processos, emitir pareceres favoráveis, aprovar projetos e conceder licenças. O alvo principal das irregularidades era a Secretaria Municipal de Planejamento Urbano e Habitação, onde também ocorriam interferências diretas em fiscalizações municipais.
Bloqueios patrimoniais A Justiça determinou o afastamento cautelar de seis servidores de suas funções públicas, além de suspender as atividades econômicas de uma empresa investigada. No âmbito financeiro, o bloqueio de bens atingiu o teto de R$ 80 milhões para um grupo e uma pessoa jurídica, somado ao sequestro de R$ 3 milhões em ativos para cada um dos demais envolvidos e imóveis de um dos alvos.
Balanço da operação Durante o cumprimento das ordens judiciais, dinheiro em espécie e artigos de luxo pertencentes aos empresários suspeitos foram apreendidos. As medidas buscam evitar a dissipação de capital e garantir o ressarcimento aos cofres públicos, embora as investigações continuem e os alvos tenham garantidos o direito à ampla defesa e à presunção de inocência.
















