A chefe de gabinete do presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo de Almeida, identificada como Roseli Loss, teria realizado saques que somam R$ 3,5 milhões em contas bancárias ligadas ao conselheiro.
Detalhes da Operação Tomada de Contas A informação consta na decisão do ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que autorizou a operação e determinou a prisão preventiva da servidora. Ela foi alvo da Operação Tomada de Contas, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (29), que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos na instituição.
Imagens e repasse de valores Segundo o documento, imagens de câmeras de segurança de uma agência do Sicoob, localizada nas dependências do TCE-MT, mostram Roseli realizando retiradas de dinheiro em espécie que totalizam R$ 3.520.600. Em pelo menos seis ocasiões, os valores sacados teriam sido entregues a Adriangelo Barros Antunes, secretário executivo de comissão permanente do Tribunal e ex-cunhado de Sérgio Ricardo.
Histórico profissional A investigação aponta que Roseli era uma das principais responsáveis pela movimentação de dinheiro vivo em contas vinculadas ao núcleo central do suposto esquema. Ela ocupa a chefia de gabinete do presidente do TCE-MT desde janeiro de 2024, mas a relação profissional entre os dois é anterior, tendo trabalhado na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e sido funcionária da irmã do conselheiro.
Movimentações antes da procuração Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi o fato de Roseli realizar movimentações nas contas de Sérgio Ricardo antes mesmo de se tornar sua procuradora bancária. A Polícia Federal aponta que a servidora passou a ter procuração bancária apenas em outubro de 2025, embora já realizasse saques desde 2024, incluindo retiradas de R$ 200 mil em fevereiro e R$ 340 mil em abril daquele ano.
Aprofundamento das investigações A Operação Tomada de Contas foi deflagrada para apurar irregularidades em contratos, pagamentos a servidores e movimentações financeiras, tendo também como alvos o consultor jurídico-geral Grhegory Paiva Pires Moreira Maia e outros membros do órgão, com o total de saques em espécie chegando a R$ 15,6 milhões em contas do presidente.















