Política

Vereadora de Cuiabá critica Ministério da Justiça por desenhos da Record

Parlamentar aponta suposta desigualdade na fiscalização de conteúdo televisivo e cobra rigor com programas da TV Globo.

A vereadora por Cuiabá, Michely Alencar (União), fez um pronunciamento contundente na Câmara Municipal ao criticar a atuação do Ministério da Justiça e Segurança Pública no controle de conteúdo da televisão aberta. A parlamentar questionou o rigor aplicado pelo órgão federal contra a exibição de animações com temáticas bíblicas transmitidas pela TV Record, enquanto produções de grande audiência em outras emissoras — especialmente na TV Globo — circulam no período da tarde com menor patrulhamento.

Critérios de fiscalização em debate Durante o discurso, a vereadora argumentou que a política de classificação indicativa precisa focar na real proteção do público infantil e não na restrição de conteúdos religiosos.

“Eu acredito que a força do Ministério da Justiça deve estar naquilo que realmente protege as crianças e não nos desenhos”, protestou Michely Alencar.

Cobrança por equidade na programação Ao apontar o que considera um desequilíbrio nos critérios de fiscalização, a parlamentar citou a reprise de transmissões festivas durante horários de livre acesso para crianças, afirmando que produções originalmente destinadas à faixa noturna continuam mantendo conteúdos impróprios na grade vespertina.

“Novelas que estão passando no Vale a Pena Ver de Novo, que antes eram passadas na classificação só depois das nove, elas passam ali. Muitas cenas, algumas eles tiram, mas a maioria das cenas permanecem”, apontou a vereadora.

Michely também citou exemplos de transmissões de Carnaval e exibição de cenas de violência gráfica em horário diurno para fundamentar sua cobrança por equidade na fiscalização dos meios de comunicação.

“É permitido deixar Carnaval o dia inteiro rolando, as mulheres ali seminuas, cenas fortíssimas como aquela que eu passei ali no plenário, Jesus sendo arrastado, um demônio horrível”, completou a parlamentar do União Brasil.

A discussão levantada na tribuna municipal reacende o debate sobre os limites da classificação indicativa e a atuação dos órgãos federais na regulamentação das grades de programação das emissoras de TV aberta no Brasil.

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