Tecnologia

Boletim de urna permite que qualquer eleitor audite os votos

Aplicativos oficiais do tribunal facilitam a leitura do documento impresso nas seções eleitorais logo após o encerramento da votação.

Logo após o fechamento das urnas, marcado para as 17h deste domingo (4), todo cidadão brasileiro tem a oportunidade de atuar ativamente na fiscalização da apuração. A orientação vem de especialistas da Justiça Eleitoral e se aplica a todas as regiões do país.

O funcionamento do documento impresso

Assim que o processo de votação é finalizado, cada equipamento eletrônico emite um relatório oficial conhecido como Boletim de Urna. O papel detalha o panorama completo da seção, registrando a quantidade de sufrágios por candidato, além dos totais de votos brancos e nulos.

O material é emitido em cinco vias físicas e afixado de maneira pública nas portas ou paredes dos locais de votação pelas equipes dos tribunais regionais, garantindo acesso visual irrestrito a quem desejar conferir.

“É um documento público, que fica na porta da seção eleitoral”, descreve Michel Kovacs, secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ).

Tecnologia e auditoria pelo celular

Cada via impressa conta com um código de leitura rápida. Com o auxílio de smartphones, os cidadãos conseguem escanear esses registros por meio de ferramentas digitais oficiais, como o aplicativo Boletim na Mão ou a aba de opções do e-Título, disponibilizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O secretário do TRE-RJ aponta que o eleitor pode capturar o QR Code de “quantos boletins quiser”.

Após realizar a leitura pelo celular, o usuário tem a capacidade de cruzar os dados obtidos diretamente com a plataforma oficial de divulgação de resultados do TSE na internet.

“Ele consegue ser um fiscal da eleição, porque a totalização é a soma de todos esses boletins”.

Histórico de confiabilidade

De acordo com o órgão eleitoral, o sistema de publicação digital dos dados é adotado há muitos anos, sem registros de inconsistências entre os relatórios das seções e os números oficiais divulgados na rede.

“É uma forma muito importante e fácil de auditar a totalização”, conclui.

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