O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) manifestou forte repúdio aos relatos de ameaças, represálias e possíveis demissões motivadas por escolhas políticas. Em declarações recentes, o parlamentar defendeu o sigilo eleitoral e condenou qualquer tipo de coerção no ambiente de trabalho ou na sociedade contra trabalhadores que votaram no Partido dos Trabalhadores (PT).
Combate ao assédio político
Ao avaliar denúncias de assédio político e mensagens de intimidação registradas no interior de Mato Grosso, o veterano da política mato-grossense foi taxativo quanto à gravidade da conduta. “Isso aí é horrível. Democracia, por isso que o voto é secreto. Se o voto fosse para ser pressionado, não seria secreto.”
Para o parlamentar, a garantia da livre escolha nas urnas é a espinha dorsal do regime democrático e não pode ser violada por pressões econômicas ou perseguição ideológica. O cidadão tem que ter liberdade para votar”.
Respeito ao resultado das urnas
Júlio Campos ressaltou que a divergência política faz parte da vida pública e que a frustração com o desfecho de pleitos eleitorais deve ser absorvida com maturidade, sem gerar hostilidades ou sanções a trabalhadores.
Ao refletir sobre a dinâmica eleitoral e a aceitação das urnas, o deputado pontuou que o respeito à vontade da maioria é indispensável para a estabilidade do país. Ele lembrou sua própria trajetória de vitórias e derrotas ao longo de décadas de vida pública para sustentar que o resultado democrático precisa ser soberano.
“A gente tem que reconhecer que a democracia é isso, ganha e perde. Eu já disputei dez eleições, ganhei sete, perdi três. Então é normal na política”. O parlamentar concluiu defendendo que o foco institucional agora deve se voltar à governabilidade e à atuação do Congresso Nacional, evitando criar obstáculos injustificados ao funcionamento das instituições.
















