As prisões dos seis alvos da Operação Tomada de Contas foram mantidas após passarem por audiência de custódia durante a tarde desta quinta-feira (29). A ação, deflagrada pela Polícia Federal, resultou na redistribuição dos suspeitos para diferentes unidades de detenção no estado.
Destinos dos investigados após a custódia O conselheiro Sérgio Ricardo, presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), foi transferido para o Batalhão de Operações Especiais (BOPE). Já a chefe de gabinete Roseli Loss foi levada para o presídio feminino Ana Maria Couto. Os advogados Grhegory Paiva Pires, Gustavo Fernandes da Silva e Felipe Jose Glinke foram encaminhados para a penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, localizada na região do Capão Grande, em Várzea Grande, onde permanecerão em celas separadas. O destino do jornalista Adriangelo Barros Antunes, assessor de imprensa de Sérgio Ricardo, não foi divulgado.
Detalhes da Operação Tomada de Contas A ofensiva da Polícia Federal cumpriu seis mandados de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. As diligências contaram com autorização do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que também determinou o sequestro de bens e a quebra de sigilos dos investigados.
Esquema de corrupção e desvios milionários O inquérito aponta indícios de que a suspensão de contratos administrativos era utilizada como mecanismo de pressão contra fornecedores, além de garantir tratamento diferenciado na liberação de recursos públicos. As autoridades identificaram que uma agência bancária do Sicoob, situada dentro das dependências do TCE, servia para transformar em dinheiro vivo parte das quantias movimentadas pelo grupo. A investigação detectou 150 saques em contas atribuídas ao presidente do tribunal, totalizando R$ 15,6 milhões em menos de dez meses de 2025.
Apreensões e crimes investigados Durante as buscas realizadas nos endereços dos alvos, os agentes apreenderam veículos, relógios de luxo e dinheiro em espécie. O material e os indícios coletados indicam a possível prática de crimes contra a administração pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa.















