O prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), declarou nesta segunda-feira (28) que o ataque violento sofrido pelo vereador Wesley Cláudio (Novo) teve motivação política. A invasão à residência do parlamentar ocorreu na madrugada, deixando o político e seus familiares sob o domínio de criminosos por horas.
Histórico de proximidade e escalada da violência
Wesley atua como líder do prefeito na Câmara Municipal de Rondonópolis. A relação entre ambos é antiga, já que o parlamentar também exerceu a função de assessor de Cláudio Ferreira durante o mandato do atual gestor como deputado estadual.
Ao se manifestar sobre o ocorrido, o prefeito destacou a gravidade do cenário e a inserção da violência no meio político local.
“O vereador é nosso líder na Câmara, ele era meu assessor quando eu ainda era deputado estadual. É um dos três assessores que foram eleitos vereadores e a gente, infelizmente, tem que estar lidando, chegamos a uma situação crítica de ter que conviver com a violência já dentro da política”, afirmou Cláudio.
Dinâmica da invasão e agressões
Conforme registros do boletim de ocorrência, os criminosos relataram às vítimas que monitoravam a rotina do vereador há aproximadamente três dias. A justificativa dada pelos invasores era a suposta existência de cerca de R$ 1 milhão na residência, valor que seria aplicado na compra de votos para a campanha de um político da região. O parlamentar negou categoricamente a posse dessa quantia.
Durante o assalto, Wesley sofreu agressões físicas severas, incluindo a mutilação de parte de uma das orelhas. Os familiares presentes no local também enfrentaram ameaças e violência psicológica e física até que os criminosos decidissem deixar o imóvel.
Medidas de segurança e investigações
A Polícia Civil assumiu o caso e conduz as investigações para elucidar o crime e capturar os envolvidos. Diante da gravidade da situação, Cláudio Ferreira revelou que tanto ele quanto seus familiares estão sob escolta policial.
O chefe do Executivo municipal informou que outras pessoas ligadas à sua gestão também relatam sensação de insegurança e ameaças, reforçando que medidas formais já foram encaminhadas às forças de segurança para cobrar celeridade e rigor na punição dos culpados.
















