O governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), respondeu de forma dura aos questionamentos sobre a atuação de seu grupo empresarial e os subsídios tributários recebidos na disputa eleitoral.
Defesa da legalidade e geração de empregos
Durante sua manifestação, o chefe do Executivo estadual ressaltou que seus negócios atuam estritamente dentro da lei e destacou a contribuição econômica gerada pelas companhias no período analisado pelas críticas.
“Esse negócio de contar história que eu tenho benefícios… Tenho um conglomerado de empresas que recolheu, nesse período, R$ 1 bilhão de reais de impostos. As empresas empregam 2 mil pessoas”, afirmou.
O candidato acrescentou que cumpre rigorosamente as exigências legais e presta contas de suas atividades financeiras anualmente aos órgãos competentes.
“Eu trabalho dentro da legalidade, dentro das quatro linhas. Eu sou rigoroso nisso. Presto conta para a Receita todo ano, declaração”, declarou.
Retorno econômico dos benefícios
Além disso, o político argumentou que a concessão de subsídios deve ser avaliada pelo impacto social positivo, mencionando que a rede de negócios também fomenta milhares de vagas indiretas na região.
“Enquanto eles mentem, eu sigo pagando meus impostos, gerando empregos e prosperidade”, afirmou Pivetta.
O governador pontuou que a política de incentivos é vital para impedir a fuga de indústrias e a perda de arrecadação pública no estado.
“Sem incentivos, as indústrias irão embora de Mato Grosso, o comércio fecha, os empregos somem e não haverá nenhuma arrecadação de impostos. Com incentivos, Mato Grosso segue atraindo investimentos, empregos melhores e gerando prosperidade”, disse.
Batalha política e troca de acusações
O embate ocorre após confrontos diretos com o senador Wellington Fagundes (PL), que apontou repasses milionários em renúncias fiscais para empresas ligadas ao grupo do governador. Em contrapartida, levantamentos recentes revelaram que negócios vinculados ao filho de Fagundes também receberam milhões em benefícios de ICMS entre os anos de 2019 e 2025.
Para finalizar, Pivetta desafiou os concorrentes a abrirem os dados de suas próprias empresas e cobrou o cumprimento de promessas feitas durante os debates da campanha eleitoral.
“Eu não preciso mentir, muito menos omitir a verdade. Agora, pergunta lá pros adversários sobre os negócios deles”, afirmou.
“Tem um que propôs um desafio, provamos que ele mente e agora ele arregou. Será que ele vai renunciar ou continuar mentindo?”, provocou.









