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Otaviano Pivetta planeja reforma e corte bilionário em Mato Grosso

Proposta de enxugamento da máquina pública surge em meio à previsão de perdas drásticas na arrecadação do Fethab

O governador reeleito de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), confirmou que executará uma ampla reestruturação na administração do Poder Executivo logo no início do seu próximo mandato. A meta principal do projeto de enxugamento é alcançar uma economia anual de até R$ 1 bilhão para os cofres estaduais, o que envolverá a reformulação de secretarias, mudança de nomenclaturas, remanejamento de competências e substituição de gestores nas pastas.

Necessidade de modernização e corte de gastos

Durante atendimento aos jornalistas, o chefe do Executivo argumentou que a atualização do aparelho estatal é indispensável para diminuir a pressão tributária sobre a população e compatibilizar as despesas governamentais com a situação financeira estadual. “Nós precisamos adequar nossa máquina pública à capacidade e à disposição que o nosso povo tem de sustentar o Estado. Nós temos que diminuir o peso do Estado sobre o lombo do trabalhador”, declarou o chefe do Executivo.

Impacto da queda de arrecadação do Fethab

A pressa para reduzir o tamanho da gestão pública decorre da queda projetada nas receitas do Fundo de Transporte e Habitação (Fethab). O governador destacou que o erário enfrentará um déficit bilionário ao longo do próximo quadriênio, tornando obrigatória uma reorganização orçamentária para preservar a liquidez financeira.

“Nós vamos perder R$ 6 bilhões de recursos do Fethab nos quatro anos, R$ 1,5 bilhão por ano já a partir do ano que vem, e o Estado continua um Estado que demanda muito investimento em infraestrutura”, alertou Pivetta.

Destinação dos recursos economizados

Embora o plano preveja reduções nos custos operacionais e na folha de pagamento, o governador garantiu que todo o montante economizado por meio da reestruturação será aplicado diretamente em projetos de infraestrutura e serviços essenciais nos municípios mato-grossenses.

Para o gestor, o Estado precisa concentrar seus recursos onde a população mais necessita. “As nossas cidades ainda não são cidades prontas para o povo viver, falta muito. Nós temos que dirigir a nossa força para isso, suprir o básico”, concluiu Otaviano Pivetta.

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