Economia

Dólar avança para R$ 5,49 e Ibovespa recua com crise em Wall Street

Manutenção da taxa Selic em 13,75% e queda na produção industrial também movimentaram o mercado financeiro nacional

O mercado financeiro brasileiro fechou a quinta-feira (5) em clima de retração, com a moeda norte-americana se aproximando de R$ 5,49 e o principal índice acionário em queda, impulsionados por um ambiente de aversão global ao risco.

Impacto de Wall Street no câmbio

A cotação do dólar à vista registrou alta de 0,67%, encerrando o dia negociado a R$ 5,4876, enquanto o índice DXY avançou 0,09%, aos 101,560 pontos. O avanço da moeda estrangeira refletiu diretamente a forte instabilidade externa, puxada pelas perdas expressivas nas bolsas dos Estados Unidos.

Ações ligadas à inteligência artificial, semicondutores e tecnologia despencaram em Wall Street. A Nasdaq tombou 5,52% (24.315,00 pontos), o S&P 500 recuou 4,36% (7.353,73 pontos) e o Dow Jones fechou em baixa de 3,44% (51.523,06 pontos), motivando a fuga de investidores para ativos seguros.

Queda do Ibovespa e juros

No cenário doméstico, o Ibovespa acompanhou o pessimismo internacional e recuou 0,82%, encerrando a sessão aos 166.191,45 pontos após ter alcançado a máxima de 168.994,33 pontos. O volume financeiro negociado na bolsa atingiu R$ 31,16 bilhões.

Os investidores também repercutiram a decisão do Copom de manter os juros básicos da economia nacional. O Banco Central optou pela manutenção da Selic em 13,75% ao ano, interrompendo uma sequência de cinco cortes consecutivos na taxa, o que gerou debates no setor produtivo.

Cenário econômico e industrial

A agenda de política econômica do governo federal esteve no centro das atenções, com reuniões entre o presidente Lula, ministros e conselheiros. O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, comentou os alinhamentos do encontro:

“O governo pretende aprofundar a análise de medidas econômicas”, disse Durigan, ressaltando ainda que houve convergência no diagnóstico e reafirmando o foco na solidez fiscal. “O governo tem o compromisso com a sustentabilidade das contas públicas e a melhora gradual dos resultados primários”, declarou o ministro.

Além disso, o setor industrial brasileiro apresentou recuo de 0,8% em setembro na comparação com o mês anterior, e uma retração de 2,5% no acumulado de 12 meses, completando o panorama de indicadores econômicos do dia.

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