A capital amazonense registrou nesta sexta-feira (9) índices alarmantes de poluição atmosférica provocados por incêndios florestais ocorridos no interior do estado. A situação levou as autoridades locais a emitirem avisos urgentes sobre os riscos à saúde pública devido à densa camada de fumaça que encobre a região.
Monitoramento e concentração de poluentes
Nas primeiras horas da manhã, os termômetros de poluição registraram 196,4 microgramas por metro cúbico (µg/m³) de material particulado fino (MP2,5), considerado extremamente prejudicial à saúde. Um pico ainda maior, de 200,0μg/m³, havia sido contabilizado na noite anterior, às 22h de quinta-feira (8).
Os dados foram divulgados pela Defesa Civil de Manaus, que utiliza o registros da PurpleAir, uma empresa internacional que monitora a qualidade do ar em tempo real por meio de uma rede de sensores pelo mundo. Na capital do Amazonas são 10 sensores.
A classificação oficial considera péssima qualquer marca acima de 160 µg/m³. Além disso, pesquisadores da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), por meio da plataforma Selva (Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental), apontam que o ar ultrapassou a marca de 100 µg/m³ diariamente desde a última quarta-feira (7), atingindo o recorde de 344,5 µg/m³ na madrugada desta sexta-feira.
Impactos na saúde e recomendações oficiais
Diante do cenário crítico, a população é orientada a redobrar os cuidados, especialmente os grupos mais vulneráveis, como crianças, gestantes, idosos e pessoas com problemas respiratórios pré-existentes. Entre os sintomas mais comuns provocados por essa condição estão falta de ar, tosse persistente, irritação nos olhos e agravamento de quadros respiratórios.
O alerta orienta cuidados maiores para aqueles que pertencem aos grupos de risco, como idosos, gestantes, crianças e pessoas com doenças respiratórias. A recomendação é aumentar a hidratação, usar máscaras PFF2, evitar exercícios físicos e acompanhar as atualizações.
Em nota oficial, a administração municipal informou que tem reforçado as fiscalizações e o combate aos focos de fogo na zona urbana, além de prestar assistência médica e monitorar continuamente as condições atmosféricas.
Paralisação de escolas e universidades
Como medida preventiva, as aulas da rede municipal de ensino foram canceladas no dia, assim como o expediente presencial nos setores administrativos da Prefeitura, mantendo apenas serviços essenciais, a exemplo das Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
O ensino superior também adotou o regime remoto. A Universidade Federal do Amazonas (Ufam) suspendeu as atividades presenciais acadêmicas e administrativas em todos os turnos. A medida é justificada para “resguardar a saúde da comunidade acadêmica diante do cenário de poluição atmosférica severa”.
Instituições estaduais e federais, como a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e o Instituto Federal do Amazonas (IFAM), adotaram a mesma diretriz, transferindo o funcionamento acadêmico e administrativo para o formato online enquanto persistirem os altos índices de fumaça.
















