O Tribunal Superior Eleitoral informou neste domingo (4) que o processo de votação transcorreu sem registros de interferência externa. Durante entrevista coletiva, o presidente da corte, ministro Nunes Marques, garantiu que as equipes de monitoramento de riscos internacionais do tribunal não detectaram qualquer sinal de invasão ou ação estrangeira.
Monitoramento e segurança internacional
De acordo com o magistrado, as análises conduzidas até o momento não apontaram ameaças de origem internacional. Nunes Marques destacou que o tribunal trabalhou em conjunto com órgãos de inteligência e segurança pública para assegurar a integridade do pleito.
“Até o momento, no temos nenhum indicativo concreto de interferência internacional”, afirmou.
Substituição de urnas eletrônicas
O balanço oficial divulgado pela corte revelou a troca de 1.121 urnas eletrônicas em todo o território nacional durante a votação, o equivalente a 0,2% do total de equipamentos. O presidente do tribunal esclareceu que a medida não resultou em votação manual no país.
Oscilações na rede elétrica figuraram entre as principais causas para as trocas. No estado do Paraná, por exemplo, o fornecimento de energia foi afetado por fortes chuvas e ventos, mas o uso de geradores e baterias garantiu a continuidade da votação e a transmissão dos dados sem prejuízos.
“Não tivemos nenhum problema significativo em relação às informações”, destacou.
Combate à desinformação
No que tange à circulação de notícias falsas, a autoridade máxima do tribunal apontou que o volume registrado no dia do pleito consistia majoritariamente em materiais já monitorados pela instituição desde o início do período de campanha, em 16 de agosto.
“A maioria dos conteúdos que circulam ou que circularam no dia de hoje já são conteúdos conhecidos, mapeados e identificados. Praticamente não tivemos conteúdos novos e conteúdos graves que pudessem trazer qualquer desequilíbrio ao pleito”, disse o presidente do TSE.
Balanço de crimes eleitorais e apreensões
As autoridades policiais conduziram 59 pessoas por suspeita de envolvimento em crimes eleitorais, sendo 25 delas em flagrante. As ações de fiscalização também resultaram em expressiva apreensão de valores em dinheiro ao longo do dia e nos meses anteriores.
“Mais de R$ 380.000 em espécie foram apreendidos hoje e somam em espécie mais de R$ 30 milhões de janeiro para cá”, informou Nunes Marques.
Por fim, o chefe do tribunal avaliou que as ações preventivas da Justiça Eleitoral facilitaram o trânsito dos eleitores, sobretudo nas regiões Norte e Sul, sem ocorrências graves de alagamentos que pudessem impedir o acesso aos locais de votação.








