Uma região de vegetação nativa destruída por corte raso, apresentando claros indícios de operação com maquinário pesado, foi descoberta na última quinta-feira (1) durante uma operação de fiscalização na zona rural do município de Rosário Oeste, situado a 128 km de Cuiabá.
Ação coordenada pelo Ministério Público A diligência foi executada por agentes do Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA), contando com o suporte da Agência de Inteligência da própria unidade. A fiscalização ocorreu por determinação expressa do Ministério Público, vinculada diretamente ao processo nº 1046350-15.2026.8.11.0041.
Irregularidades e divergências cadastrais Durante o trabalho de vistoria técnica, os policiais militares verificaram que o trecho devastado encontrava-se totalmente fora dos limites estabelecidos pelo Cadastro Ambiental Rural (CAR), o qual está vinculado à Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer). O caso também envolve apurações sobre a regularização fundiária da propriedade.
Ausência de suspeitos e máquinas no local No momento da chegada das equipes ao ponto fiscalizado, não havia nenhum trabalhador, proprietário, encarregado ou indivíduo executando serviços. Os militares realizaram buscas em propriedades vizinhas e checaram bancos de dados oficiais, porém não obtiveram êxito em localizar o autor do crime ecológico.
Vestígios deixados pelos infratores Os vestígios deixados no solo indicavam a atuação predatória na região. Os policiais registraram evidências de intervenção prévia, caracterizada por árvores derrubadas por meio de corte raso, restos vegetais amontoados em leiras e sulcos profundos no terreno, típicos do tráfego de tratores.
Apesar dos indícios apontarem para o emprego frequente de tratores, motosserras e outros implementos agrícolas na devastação, nenhum maquinário foi apreendido ou encontrado na área durante a varredura.
Sanções aplicadas pelas autoridades Frente às infrações ambientais evidenciadas, os agentes aplicaram as sanções administrativas pertinentes, emitindo a documentação exigida por lei e decretando o embargo imediato do perímetro afetado. As investigações prosseguem para tentar esclarecer a autoria do desmatamento ilegal.









