O governo federal oficializou um reajuste de 15% no valor pago pelo programa Bolsa Família, com vigência financeira programada para começar em 1º de outubro. O decreto que autoriza a medida foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em edição extra do Diário Oficial da União.
Novos valores do programa social
Com a atualização, o piso garantido às famílias beneficiárias saltará de aproximadamente R$ 600 para R$ 691. A alteração também modifica outras modalidades de pagamento internas: o Benefício de Renda de Cidadania passa a ser de R$ 164 por integrante, o Benefício Primeira Infância sobe para R$ 173 e o Benefício Variável Familiar é ajustado para R$ 58.
Calculado com base na variação inflacionária do Índice Nacional de Preços ao Consumidor entre março de 2023 e agosto de 2026, o reajuste acumulou exatos 15,04%. Durante solenidade oficial no Palácio do Planalto, o secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Bruno Moretti, explicou que a medida é essencial para manter o poder aquisitivo dos inscritos. Pelas estimativas oficiais, a quantia média repassada aos lares avançará de R$ 675 para R$ 777.
Impacto na economia e combate à fome
A necessidade de blindar a população de baixa renda contra a alta dos preços foi reforçada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante o evento. O chefe da pasta econômica salientou que a reposição monetária impede perdas causadas pela inflação, assegurando proteção contra a insegurança alimentar das camadas mais vulneráveis.
Para o futuro fiscal, o ministério projetou que o programa representará um percentual entre 1,2% e 1,25% do Produto Interno Bruto em 2027. O índice representa um recuo em relação à marca de 1,5% registrada na transição ocorrida entre os anos de 2022 e 2023.

