Polícia

TSE cobra trégua jurídica de Lula e Bolsonaro e aponta disparada de processos

Ações judiciais na corte eleitoral já superam em mais de 200% o volume registrado na eleição presidencial passada

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, convocou uma reunião nesta terça-feira (13) com os representantes das campanhas presidenciais de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) para debater o cenário eleitoral.

Alerta contra enxurrada de processos

Durante o encontro na sede da corte, o magistrado manifestou forte preocupação com a judicialização excessiva das candidaturas. De acordo com o chefe do tribunal, a quantidade de processos em andamento já é 200% superior à registrada na disputa presidencial de 2022, com projeção de crescimento contínuo até o dia da votação.

“Tratamos da judicialização excessiva, buscando entendimento para a diminuição do número de ações no TSE”, afirmou.

Posicionamento do Partido dos Trabalhadores

Representando a chapa petista, o presidente do PT, Edinho Silva, declarou que o grupo tem interesse em colaborar para desafogar o tribunal, mas impôs condições ligadas à igualdade de condições entre os concorrentes e à proteção contra ataques.

“Nós temos a postura de colaborar, de impedir a judicialização, de impedir o volume de medidas tomadas, mas isso precede a campanha não ser agredida e que não haja o desequilíbrio da disputa”, afirmou.

Representação da campanha opositora

A comitiva ligada à candidatura de Flávio Bolsonaro contou com a presença do senador Rogério Marinho (PL-RN) e da advogada Maria Claudia Bucchianeri. Ambos compareceram ao encontro na capital federal, mas optaram por não conceder declarações aos jornalistas ao término da reunião.

Contexto das decisões recentes na corte A convocação dos emissários ocorreu no mesmo dia em que o comando do TSE reverteu uma determinação do ministro Vilas Bôas Cuêva. A decisão anterior havia suspendido as atividades do canal de mensagens “Exército do Lula” no WhatsApp, a pedido da equipe opositora. Horas antes, Kassio havia autorizado a retomada da ferramenta após a equipe petista realizar o registro oficial do canal na justiça eleitoral.

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