Natural de São Félix do Araguaia, o professor Ilton S. P. superou um período de mais de cem dias de internação no Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso. Após sofrer uma parada cardíaca e ser encaminhado para a unidade de terapia intensiva, ele passou por uma longa jornada de exames, tratamentos e reabilitação para voltar a falar, caminhar e se alimentar de forma independente.
O desafio do diagnóstico e a reabilitação
O atendimento ao docente começou em abril e se estendeu até agosto, exigindo esforço conjunto de diversos especialistas para solucionar problemas respiratórios graves e funcionais. A investigação médica detalhada foi fundamental para identificar um quadro de apneia do sono, envolvendo neurologistas, pneumologistas, cirurgiões torácicos e equipes de clínica geral.
“Nas reuniões multidisciplinares semanais, esse sempre era um caso de abordagem mais profunda”, comentou a clínica Giovanna Pinto, uma das integrantes da junta.
Superação da perda muscular e apoio psicológico
O período prolongado no hospital gerou sarcopenia, resultando em perda de massa muscular que exigiu forte atuação da fisioterapia para que o paciente voltasse a andar. O uso prévio de traqueostomia e sonda nasoenteral também exigiu treinos específicos de fonoaudiologia, enquanto o suporte psicológico ajudou a lidar com um quadro de depressão anterior à hospitalização.
Ao receber alta utilizando apenas um dispositivo Bipap para suporte respiratório, o paciente demonstrou reconhecimento pela dedicação de todos os profissionais envolvidos na sua recuperação.
“A assistência que recebi, o cuidado de todos, desde a pessoa da limpeza até o último grau, foram 100%. Eu fui tratado como se estivesse em casa. Minha confiança e respeito por toda equipe nesses meses me deram vontade de lutar para me recuperar”, relatou o paciente, que recebeu um atestado de bravura da equipe hospitalar por ter vencido a longa internação.
Capacidade e tecnologia na rede pública
Gerenciado pelo Einstein Hospital Israelita, o complexo de saúde contabilizou dezenas de milhares de procedimentos entre janeiro e setembro, incluindo cirurgias robóticas pioneiras no Sistema Único de Saúde do estado. A diretora da instituição, Alessandra Bokor, destacou o foco na assistência especializada.
“À medida que a operação avança, o Hospital Central está cada vez mais aprofundando os atendimentos voltados para sua vocação, que é a alta complexidade. Seu papel na rede de saúde ocorre de forma integrativa, para atendermos pacientes de todo Mato Grosso que precisam de assistência especializada e com o emprego de alta tecnologia”, pontuou a diretora da unidade, Alessandra Bokor.
Recuperado e focado na rotina de exercícios recomendados pelos especialistas, o docente celebrou o desfecho positivo de sua internação na rede pública estadual.
“Hoje, estou bem, fazendo meus exercícios recomendados pelos profissionais, voltando à vida normal. Na minha concepção, o Hospital Central é um dos melhores do Brasil. E, o mais importante, fui conduzido como um ser humano, com o melhor que pode existir, diante de grandes profissionais que existem ali. Só gratidão”, acrescentou I.
















