As propostas para o setor educacional ganham destaque no segundo turno da disputa presidencial, revelando visões distintas entre os candidatos à Presidência da República para o futuro do ensino no Brasil.
Visão geral dos candidatos Enquanto o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula Silva (PT), aposta na educação como principal motor de mobilidade social, o senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL) foca no fortalecimento das famílias e na ligação com o mercado de trabalho.
Educação infantil e alfabetização O plano de Flávio Bolsonaro para a alfabetização prioriza o método fônico, focado na associação entre sons e letras. Já Lula estabelece a meta de alcançar 80% das crianças alfabetizadas na idade certa até 2030, por meio do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. Na educação infantil, Flávio propõe a criação do voucher-creche para famílias sem acesso à rede pública, enquanto Lula aposta na construção de 3.562 creches e pré-escolas através do Novo PAC.
Escolas e modelo cívico-militar No eixo de gestão escolar, Flávio defende a expansão das escolas cívico-militares para unir disciplina e bom desempenho. Em contrapartida, o programa de Lula prioriza a universalização da conectividade nas escolas e a ampliação da jornada em tempo integral em toda a rede básica.
Ensino médio e ensino superior Para os estudantes do ensino médio, Lula destaca o programa Pé-de-Meia, enquanto Flávio aposta na ampliação do ensino técnico profissionalizante em parceria com o setor industrial. No ensino superior, o candidato do PL propõe transferir a governança para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e implementar um novo modelo de financiamento estudantil. Por sua vez, o candidato do PT planeja investir na infraestrutura das universidades federais e na criação de novos campi dos Institutos Federais.
Contexto histórico e cenário eleitoral O confronto nas urnas, marcado para o dia 25 de outubro, traz à tona debates estruturais sobre financiamento, valorização de professores e diretrizes pedagógicas que moldarão os próximos anos da política educacional brasileira.
















