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Enem 2026: saiba como funciona a estrutura e a duração da prova

Exame reúne mais de 5 milhões de inscritos para uma maratona de cinco horas e meia com 90 questões e redação dissertativa.

Mais de 5 milhões de inscritos se preparem para enfrentar uma verdadeira maratona de cinco horas e meia de duração no Exame Nacional do Ensino Médio. Conhecer o tempo de prova e a estrutura do exame ajuda o candidato a se programar melhor para não deixar itens em branco.

O que cai no primeiro dia de exame

Nesta etapa inicial, os participantes respondem a 90 questões objetivas de linguagens e ciências humanas, todas de múltipla escolha, além de desenvolver uma redação. Os conteúdos cobrados englobam português, literatura, inglês ou espanhol, artes, tecnologia da informação e comunicação, educação física, história, geografia, filosofia e sociologia.

O texto da redação deve seguir o modelo dissertativo-argumentativo e ter, no máximo, 30 linhas. O candidato deve elaborar a produção textual a partir da frase temática proposta, dos textos motivadores e dos próprios conhecimentos sobre o assunto.

Gestão do tempo e estratégias

Como não há um limite pré-estabelecido de quanto tempo o estudante deve gastar em cada item, é importante realizar simulados e treinar com antecedência. Dessa forma, é possível estabelecer uma média para cada questão, dentro de um “orçamento de tempo”.

Se você travar em uma questão, a recomendação é marcá-la, avançar e voltar para respondê-la depois. Lembre-se de reservar o tempo para escrever a redação com caneta preta na Folha de Redação e para preencher o Cartão-Resposta.

Como funciona a Teoria da Resposta ao Item (TRI)

Diferentemente de outras seleções, não são utilizados pesos de cada questão para o cálculo das notas. Ou, tampouco, a regra de que uma questão errada anula uma certa, adotada por algumas bancas. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela prova, utiliza a Teoria de Resposta ao Item (TRI).

O modelo matemático considera para o cálculo da nota a coerência das respostas corretas do participante. Ou seja: ele identifica a consistência da resposta, segundo o grau de dificuldade de cada questão. A metodologia pontua os acertos dos candidatos considerando as características de cada questões, ou parâmetros.

Cada item leva em conta três variáveis no cálculo total da nota: – Parâmetro de discriminação: poder que cada questão possui de diferenciar participantes que dominam a habilidade avaliada daqueles que não dominam. – Parâmetro de dificuldade: quanto mais difícil a questão, maior seu valor. – Parâmetro de acerto casual: probabilidade de um participante acertar a questão no “chute”, sem necessariamente ter domínio do tema.

Dessa forma, na atribuição de pontos, a nota não leva em consideração apenas a quantidade bruta de erros e de acertos. Isso significa que duas pessoas com a mesma quantidade de acertos e de erros podem ter notas diferentes, pois tudo depende de quais foram as questões acertadas ou erradas.

Critérios de correção da redação

Cada texto será corrigido por dois avaliadores, que atribuirão uma nota de 0 a 200 pontos em cada uma das cinco competências avaliadas:
– Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa.
– Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema.
– Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
– Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.
– Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

A soma desses pontos compõe a nota total atribuída por cada avaliador, que pode chegar a 1.000 pontos.

Entre as situações que podem levar à nota zero ou anulação estão a fuga ao tema, textos menores do que oito linhas, inclusão de trecho deliberadamente desconectado do tema proposto, desobediência à estrutura dissertativo-argumentativa e o desrespeito à seriedade do exame.

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