A principal aliança partidária da Câmara dos Deputados, que hoje conta com 271 parlamentares, já bateu o martelo sobre a manutenção de sua união para a próxima legislatura, com início previsto para fevereiro de 2027. O grupo político é composto por União, PP, PSD, Republicanos, MDB, Podemos e pela federação PSDB-Cidadania.
O peso regimental da aliança partidária
Conforme estabelece o Regimento Interno da Câmara, a grandeza numérica de cada agrupamento partidário na Casa é determinante para estabelecer as preferências na distribuição das comissões permanentes, além de influenciar diretamente a ocupação de postos estratégicos na Mesa Diretora.
Em documento oficial divulgado pelos dirigentes das siglas, os partidos asseguram que pretendem trabalhar alinhados e focados na aproximação de ideias.
“Reafirmamos nossa disposição de caminhar juntos, respeitando as diferenças e buscando convergências em favor do Brasil. Nosso objetivo é dar continuidade ao trabalho que temos construído por uma Câmara plural, independente e aberta ao diálogo com todas as correntes políticas”, diz o texto.
Alinhamento para a presidência da Casa
Além da articulação interna para as comissões, o bloco suprapartidário firmou compromisso em torno do comando do Legislativo federal, declarando apoio oficial à recondução de Hugo Motta à presidência da instituição a partir do próximo ano.
“O presidente Hugo Motta terá nosso apoio para iniciar o diálogo em busca de convergência e unidade em torno de sua reeleição à Presidência da Câmara dos Deputados”, afirmam no texto.
Entenda o funcionamento dos blocos na Câmara
As normas internas do parlamento brasileiro autorizam a criação de blocos parlamentares por meio da união formal de duas ou mais legendas ou federações partidárias. Para que a coalizão seja oficializada, é exigido um quantitativo mínimo de 16 deputados federais representando as siglas envolvidas.
Após a consolidação da aliança, o coletivo passa a funcionar sob uma única liderança centralizada, operando politicamente como se fosse uma única agremiação partidária dentro do plenário e dos órgãos colegiados.
















