Apesar da forte polarização política evidenciada nas urnas durante o primeiro turno, deputadas federais asseguram que o grupo suprapartidário continuará unindo forças em prol de pautas essenciais para a sociedade brasileira.
Avanço na representatividade e divergência sobre percentuais
Durante participações na Rádio Câmara, a atual coordenadora do bloco, deputada Jack Rocha (PT-ES), e a ex-coordenadora Soraya Santos (PL-RJ) ressaltaram a urgência de estabelecer uma reserva de assentos no Legislativo, indo além da atual regra que garante apenas 30% de verbas e candidaturas.
Enquanto a petista avalia que o percentual inicial deveria espelhar a proporção atual de candidaturas, a parlamentar do PL defende uma proporção ainda maior. “Se você perguntar para as deputadas e parlamentares dos países europeus, elas não sofrem esse tipo de ataque, porque as cadeiras já estão lá definidas, isso já está consolidado”, disse Soraya Santos, argumentando que a medida ajudaria a diminuir a violência política de gênero.
Desafios regionais e crescimento da bancada
Com a diplomação prevista para os próximos pleitos, a bancada saltará de 90 para 109 parlamentares mulheres na Câmara, alcançando pouco mais de 20% do total de 513 cadeiras. Contudo, assentos vazios em unidades federativas como Piauí, Roraima e Distrito Federal, que não elegeram representantes mulheres para a Câmara Federal, evidenciam a disparidade regional que ainda persiste no país.
Prioridades orçamentárias e combate à violência
Para a liderança petista, a convergência entre parlamentares de diferentes correntes ideológicas acontece porque os interesses coletivos se sobrepõem às disputas partidárias tradicionais. “A gente consegue colocar o direito das mulheres acima de qualquer questão ideológica ou até mesmo de pensamento individual. No dia de hoje, infelizmente, as estatísticas nos mostram que vão morrer quatro mulheres vítimas de feminicídio no nosso país. Então, nós não podemos fechar os olhos para esses dados e estatísticas”, destacou Jack Rocha.
Como desdobramento dessa união transversal, a prioridade legislativa central consiste em assegurar dotações orçamentárias robustas voltadas tanto para iniciativas de fomento ao empreendedorismo feminino quanto para redes de proteção e combate à violência de gênero.
















