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Idosos e jovens dão exemplo de cidadania nas urnas do país

Mesmo com restrições de mobilidade física, eleitores com mais de 70 anos enfrentam barreiras para participar do pleito.

A força de vontade de eleitores idosos chamou a atenção durante o pleito, superando barreiras físicas severas para garantir a participação na escolha dos representantes políticos.

Desafios de locomoção superados Elenita da Silva, 71 anos, enfrentou dificuldades para caminhar até a urna em Águas Claras, no Distrito Federal, amparada por uma bengala após passar recentemente por uma cirurgia no joelho direito. Embora tenha cogitado ficar em casa, ela mudou de ideia ao refletir sobre o cenário político atual e destacou cobranças direcionadas à melhoria da saúde pública local.

“Mas depois eu fiquei olhando as coisas e pensei: melhor eu ir lá. Aí pronto, tô aqui. Acho importante que todas as pessoas exerçam [o direito ao voto] porque só assim a gente pode mudar alguma coisa”, diz.

“Aqui no Distrito Federal a saúde está debilitada. Tem que mudar isso”, diz.

O perfil da terceira idade na democracia O universo de eleitores com mais de 70 anos soma aproximadamente 16 milhões de brasileiros, o equivalente a 10,6% do eleitorado nacional, público que possui voto facultativo desde 1988 e registra índices históricos elevados de abstenção.

Exemplo de longevidade e superação Valdeci Camargo Bezerra, de 81 anos, integra o grupo seleto de idosos longevos e super idosos mapeado por estatísticas oficiais e profissionais de saúde, tendo comparecido ao local de votação com o auxílio do filho, mesmo lidando com a mobilidade reduzida decorrente de um tratamento contra o câncer.

“A gente precisa votar, a gente tem que defender o nosso Brasil. Não dá pra deixar para depois. Acho que é importante todo mundo exercer o direito de votar e defender o que é nosso”.

O compromisso das futuras gerações Enquanto a terceira idade demonstra resiliência, a juventude também marca presença na política, a começar por Cecília Borgato, de 17 anos, que participou do processo eleitoral pela primeira vez na região central da capital federal.

“Eu votei em candidatos que têm compromisso com a tarifa zero, com as cotas, que são coisas que eu acredito. Porque eu uso transporte público todos os dias, mas eu acho que mesmo se eu não utilizasse, eu acho importante a gente votar por quem utiliza, pelas minorias, pelo social”.

Estatísticas do eleitorado jovem Registros oficiais apontam que 1,6 milhão de adolescentes de 16 e 17 anos obtiveram o título para o pleito, número que representa um recuo em comparação aos 2,1 milhões registrados no ciclo anterior, acompanhado por uma variação demográfica da faixa etária no território nacional.

A participação ativa no cenário político é reforçada por relatos como o de Maria Clara, que obteve o documento antecipadamente e enfatiza a relevância da atuação cívica para o futuro do país.

“O Brasil depende das nossas escolhas, das nossas decisões. Se você se abstém, você abre mão de fazer essa escolha. Eu espero que os nossos candidatos façam país mais justo e mais democrático também”.

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