Os tribunais regionais eleitorais espalhados pelo Brasil executam neste sábado (3), véspera do primeiro turno da votação, as etapas derradeiras de preparação para o pleito.
Logística e transporte dos equipamentos
Mais de 560 mil urnas eletrônicas estão sendo encaminhadas aos colégios eleitorais, onde permanecem guardadas sob escolta policial até a abertura das seções. Do montante total, aproximadamente 499 mil serão efetivamente utilizadas, enquanto cerca de 65 mil ficam de prontidão como reserva para eventuais substituições.
Devido à grandiosidade da operação logística, os órgãos regionais firmaram cooperação com diversas instituições públicas. No território fluminense, por exemplo, o deslocamento de parte dos aparelhos contou com o apoio de ônibus escolares e de funcionários da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb).
Montagem das seções e emissão da zerésima
Nos locais de prova, equipes de servidores da Justiça Eleitoral e cidadãos voluntários trabalham na arrumação das salas, delimitando o fluxo de circulação e fixando cartazes educativos. Seguindo o padrão adotado pelo Tribunal Superior Eleitoral, os estados realizaram a emissão da zerésima no Sistema de Gerenciamento da Totalização, atestando a ausência de registros prévios no banco de dados.
A mesma verificação deve ser feita nas próprias seções pelos mesários antes do início da votação, garantindo a transparência do processo. Sobre isso, o presidente do TRE-RJ, desembargador Claudio de Mello Tavares, destacou que os procedimentos deste sábado oferecem “mais uma prova pública e verificável de que o voto de cada cidadão será recebido, registrado e contado exatamente como foi manifestado”.
O magistrado também ressaltou o planejamento prévio: “A eleição não começa quando o eleitor aperta a tecla “confirma”. Ela começa muito antes, na preparação dos sistemas, na carga e na lacração das urnas, na fiscalização permanente dos partidos e das instituições”.
Auditorias de segurança das urnas
Como parte dos mecanismos de fiscalização, os tribunais sortearam os equipamentos que passarão por auditorias durante o domingo. Parte das máquinas passará por testes de autenticidade nas próprias seções, checando se os softwares instalados coincidem com aqueles lacrados pelo TSE.
Outros dispositivos foram selecionados para o teste de integridade. Estes serão recolhidos antes da abertura dos portões e levados a locais seguros, como o Tribunal de Justiça e a sede da Fundação Getulio Vargas no Rio de Janeiro, onde o voto em papel será comparado ao registro digital.
“O que se demonstrará é simples e decisivo: a urna registra fielmente aquilo que nela se digita”, garantiu o presidente do TRE-RJ. “O tribunal tem plena confiança no sistema eletrônico de votação e essa confiança decorre do alto grau de auditabilidade de todo o processo, que pode ser verificado antes, durante e depois da votação”, concluiu o desembargador.









