Política

Milei chama Lula de “ladrão” e diz ter “muita esperança” na vitória de Flávio Bolsonaro

Em entrevista à revista francesa Le Point, argentino volta a atacar Lula e defende uma mudança política no Brasil.

O presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou que espera uma vitória de Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial brasileira e voltou a chamar Luiz Inácio Lula da Silva de “ladrão”. As declarações foram dadas em entrevista à revista francesa Le Point, na qual o argentino também acusou o governo brasileiro de atuar contra sua candidatura em 2023.

“Tenho muita esperança de que meu amigo Flávio Bolsonaro vença em outubro”, declarou Milei. Para ele, a eleição do senador poderia abrir caminho para um processo que descreveu como “saneamento liberal” no Brasil.

Ao abordar as divergências com Lula, o presidente argentino sustentou que os conflitos políticos não devem interferir nas relações comerciais entre os países. Na avaliação dele, como o comércio é realizado por agentes privados, as empresas podem manter seus negócios independentemente das diferenças entre os governos.

Milei também alegou que Lula enviou profissionais à Argentina para prejudicá-lo durante a campanha presidencial. “Durante minha campanha, Lula enviou a Buenos Aires uma equipe de trinta brasileiros, psicólogos e comunicadores, para organizar uma campanha negativa contra mim”, afirmou.

Na entrevista, o argentino classificou como “administrativa” a decisão que permitiu a saída de Lula da prisão. Também fez críticas ao Judiciário brasileiro, mencionou Jair Bolsonaro e citou a visita do petista à Argentina para encontrar Cristina Fernández de Kirchner.

Em outra publicação, divulgada na terça-feira (29), a Le Point descreveu o relacionamento entre Lula e Milei como uma crise aberta, com repercussões diplomáticas. A revista destacou a aproximação do argentino com Flávio durante sua passagem por São Paulo e os vínculos econômicos e estratégicos entre os dois países.

Auxiliares de Lula, por sua vez, avaliam que Milei e Donald Trump atuam para favorecer Flávio Bolsonaro e tumultuar a eleição brasileira. Segundo essa interpretação, a atuação incluiria o fortalecimento de grupos nas redes sociais que questionam as urnas eletrônicas.

Fonte: agro

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