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Fgc sofre vazamento de dados e alerta para golpes financeiros

Entidade notificou a anpd após invasão, mas assegura que não há registros de prejuízos financeiros até o momento

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) sofreu um acesso não autorizado a dados pessoais de investidores, ocorrido em 26 de outubro e divulgado nesta quinta-feira (5). A invasão comprometeu informações cadastrais básicas, como nome, CPF, e-mail e data de nascimento.

Detalhes das informações expostas

Além do cadastro pessoal, os cibercriminosos obtiveram acesso a dados referentes ao pagamento de garantia, incluindo tributos retidos e os canais de distribuição utilizados nos investimentos em instituições liquidadas. A quantidade exata de pessoas atingidas não foi revelada, assim como os bancos e financeiras ligados aos registros.

Ações de contenção e investigações

Especialistas em segurança continuam investigando o alcance da falha para determinar se houve cópia ou uso impróprio dos arquivos. O FGC isolou os ambientes afetados, suspendeu contas suspeitas, salvou vestígios digitais e passou a reavaliar suas permissões de acesso. Os afetados estão recebendo avisos por meio dos canais oficiais da organização.

Em nota, o fundo disse que “lamenta o ocorrido e reconhece a preocupação que o incidente pode gerar aos titulares de dados envolvidos”.

Recomendações contra fraudes

Com a exposição de informações cadastrais, criminosos podem tentar aplicar golpes mais elaborados se passando pela entidade em ligações ou mensagens. O FGC reforça que não solicita senhas, códigos de verificação ou pagamento de taxas para a liberação de recursos.

A instituição também esclarece que não antecipa créditos, não recorre a intermediários e não faz contatos via WhatsApp ou SMS. A orientação oficial é evitar o clique em links desconhecidos e buscar o aplicativo oficial do FGC para checar dados sobre o pagamento de garantias.

Sobre o Fundo Garantidor de Créditos

Criado como uma associação privada e sem fins lucrativos, o FGC atua na proteção de investidores e correntistas diante de falências ou intervenções em instituições financeiras associadas. O sistema assegura o ressarcimento de depósitos e aplicações até o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em cada conglomerado, observando as normativas vigentes.

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