Política

Mauro Mendes cobra nova estratégia no União Brasil após queda na ALMT

Sigla perdeu metade de suas cadeiras no legislativo estadual e já planeja reestruturação para as próximas eleições.

O cenário político do União Brasil em Mato Grosso passou por uma reviravolta após o pleito de 2026. A legenda, que contava com quatro deputados estaduais desde as eleições de 2022, viu sua representação na Assembleia Legislativa (ALMT) cair pela metade, assegurando apenas duas vagas com Dilmar Dal Bosco e Sebastião Rezende.

Reformulação interna e foco no interior

Diante do revés eleitoral, a cúpula estadual do partido colocou a renovação de seus quadros no centro dos debates. O senador eleito e presidente estadual da sigla, Mauro Mendes, admitiu que a legenda precisará adotar uma nova postura estratégica para recuperar o terreno perdido.

A movimentação ocorre logo após o deputado Dilmar Dal Bosco pontuar a urgência de uma reorganização partidária, com foco especial na expansão e no fortalecimento da presença política nos municípios do interior mato-grossense.

Bancada reduzida e planos para o futuro

Na legislatura iniciada em 2022, o partido havia emplacado Dilmar Dal Bosco, Sebastião Rezende, Júlio Campos e Eduardo Botelho. No entanto, o grupo sofreu baixas ao longo dos anos: Botelho trocou a sigla pelo MDB, enquanto Júlio Campos não obteve êxito na tentativa de reeleição em 2026, restando apenas Dilmar e Sebastião como representantes na Casa de Leis.

Diante desse panorama, Mauro Mendes sinalizou que pretende incorporar as propostas de Dilmar para reestruturar a legenda e preparar novos nomes para o cenário político.

“O União Brasil saiu muito forte, elegeu um senador, elegeu dois deputados federais, elegeu também deputados estaduais. Então, eu acho que o partido saiu bem da eleição, mas a reciclagem, a renovação, a mudança de estratégia, é o que eu sei fazer muito bem, e as ideias dele serão bem-vindas para a gente fazer isso juntos”, declarou o dirigente.

Estratégia para 2028 e 2030

Para contornar a perda de espaço, Dilmar Dal Bosco sugeriu o retorno de encontros internos, a intensificação do diálogo entre os líderes partidários e o investimento contínuo na formação de novas lideranças regionais.

A meta traçada pela cúpula é iniciar a articulação com antecedência, visando o pleito municipal de 2028 para estruturar bases sólidas e candidaturas competitivas, pavimentando o caminho para que o partido recupere uma bancada de maior peso na Assembleia Legislativa em 2030.

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