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Polícia resgata homem amarrado em cativeiro prestes a ser executado por facção em Cáceres

Ação rápida da Polícia Militar evitou homicídio planejado por organização criminosa e resultou na apreensão de dois celulares usados em chamadas

Um homem de 29 anos foi libertado de um cativeiro na tarde desta sexta-feira (30) no bairro Vila Nova, em Cáceres, localizado a 225 quilômetros a Oeste da capital. A intervenção da Polícia Militar impediu o que aparentava ser uma execução sumária ordenada por uma organização criminosa.

Operação policial e cerco ao imóvel

A mobilização teve início após o recebimento de denúncias anônimas apontando que membros de uma facção mantinham um indivíduo em cárcere privado com planos de assassinato. Os criminosos estariam em contato direto com detentos custodiados no sistema penitenciário estadual.

Com o elevado risco à vida da vítima, as autoridades enviaram equipes de apoio, incluindo a Força Tática, para cercar a residência situada nas proximidades de uma instituição de ensino estadual.

Detenção dos suspeitos e libertação da vítima

Durante a operação tática, três suspeitos foram interceptados na parte externa. Um quarto envolvido tentou escapar pulando muros de residências vizinhas, mas acabou capturado pelas equipes de segurança.

Dentro do imóvel, os policiais localizaram a vítima com os membros imobilizados por cordas e um cinto. O homem foi imediatamente solto e retirado do local em segurança. Nas buscas pelo interior da casa, as equipes apreenderam as amarras e um aparelho celular com a tela danificada.

Investigação e envolvimento de menores

Quatro pessoas foram conduzidas à 1ª Delegacia de Polícia de Cáceres, sendo dois homens de 21 e 27 anos e duas adolescentes de 12 e 13 anos. De acordo com a corporação, todos foram apresentados à autoridade policial sem ferimentos corporais.

O telefone apreendido seria utilizado para transmitir chamadas de vídeo para detentos ligados a facções. Questionado sobre o dispositivo, um dos suspeitos demonstrou medo e alegou que apenas conversava com os criminosos presos.

O caso agora segue sob a responsabilidade da Polícia Judiciária Civil, que investigará a motivação da desavença e a participação de cada um dos envolvidos no chamado “tribunal do crime”.

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