O mercado financeiro brasileiro registrou um dia de forte volatilidade nesta quinta-feira (29), com a moeda norte-americana se aproximando de R$ 5,40 após avançar cerca de 1% e a bolsa de valores recuar mais de 1%, fechando abaixo dos 170 mil pontos na quarta baixa seguida.
Desempenho dos principais indicadores
Os números do pregão refletiram o clima de cautela generalizada entre os investidores. O dólar comercial encerrou o dia com valorização de 0,76%, cotado a R$ 5,387, tendo alcançado a máxima de R$ 5,43 por volta das 15h30. No acumulado do ano, contudo, a divisa ainda registra baixa de 1,85%.
Na contramão, o Ibovespa caiu 1,06% e terminou a sessão aos 169.186 pontos, oscilando entre a mínima de 168.765 pontos, registrada às 15h26, e o teto de 171.402 pontos. No exterior, o índice S&P 500 recuou 0,3% em Nova York, pressionado pelo setor de tecnologia após balanços corporativos.
Influência dos dados dos Estados Unidos
No cenário externo, a alta da moeda americana foi impulsionada pela divulgação de indicadores robustos na economia norte-americana. O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu 3,4% no terceiro trimestre, superando a projeção de 3,2% calculada por economistas consultados pela agência Reuters.
Além disso, os gastos dos consumidores avançaram 0,5% em setembro, enquanto o núcleo do índice de preços de despesas de consumo pessoal (PCE), medida de inflação monitorada pelo Federal Reserve, subiu 0,3% no mês, em linha com as expectativas. Com esses dados, o dólar ganhou força globalmente frente a moedas de países emergentes, como o peso mexicano, o peso chileno, o rand sul-africano e o real.
Incertezas fiscais e políticas no Brasil
Internamente, o comportamento dos investidores foi guiado pela apreensão em relação à política fiscal do país e à definição da futura equipe econômica para o próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O nervosismo foi intensificado após o Banco Central divulgar que a dívida bruta do setor público alcançou 82,9% do PIB em setembro, enquanto a dívida líquida subiu para 70% do PIB, superando os 69,3% registrados no mês anterior. A combinação de fatores externos e internos consolidou o viés de baixa na bolsa brasileira e impulsionou a cotação da divisa estrangeira.
















