Uma iniciativa voltada para a conscientização sobre o engasgamento avançou no Legislativo federal nesta quinta-feira (15). A Câmara dos Deputados deu aval a uma campanha contínua voltada à divulgação de orientações sobre prevenção e técnicas de socorro imediato em casos de sufocamento provocado por objetos estranhos.
Novas regras para o comércio e o setor de saúde
O aval ocorreu durante a sessão plenária e o texto seguiu diretamente para a análise e sanção da Presidência da República. A matéria aprovada consiste no substitutivo elaborado pelo Senado Federal para o Projeto de Lei 1435/23, apresentado inicialmente pelo deputado Capitão Alden (PL-BA).
A estratégia abrange a promoção da campanha “Recrutando Anjos”, a capacitação de equipes profissionais e a distribuição de conteúdo informativo. Como medida prática, o projeto torna obrigatória a fixação de cartazes explicativos com o passo a passo para a desobstrução das vias respiratórias em locais como bares, restaurantes, lanchonetes e estabelecimentos congêneres.
Além disso, o texto determina que clínicas, hospitais e unidades de saúde que prestam atendimento de pré-natal ou realizam partos implementem iniciativas educativas direcionadas à prevenção de acidentes domésticos e com crianças na primeira infância.
Relatos e foco em grupos vulneráveis
Durante os debates no Plenário, o deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS) compartilhou uma experiência pessoal vivida por ele próprio ao sofrer um episódio de pré-asfixia e receber ajuda imediata de um parlamentar colega.
“Sei o drama que é. Parecia depois que era muito simples, mas na hora foi um desespero. Não tinha mais ar. Se não tivesse alguém ali, não tinha como escapar”, lembra.
O parlamentar também reforçou a necessidade de capilarizar o aprendizado das técnicas de salvamento para evitar tragédias, direcionando atenção especial para os ambientes de ensino e de alimentação pública.
“É preciso que se dê amplo conhecimento das manobras de socorro, especialmente nas escolas e restaurantes. As crianças e os idosos são mais suscetíveis à asfixia”, disse o deputado.
















