Polícia

Projeto endurece punição para crimes de envenenamento no país

A iniciativa em análise na Câmara dos Deputados altera o Código Penal e a Lei dos Crimes Hediondos para elevar condenações.

Tramitando atualmente na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 3156/26 propõe um endurecimento significativo nas punições para crimes de envenenamento, com foco especial na proteção de menores de idade, idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade.

Alterações no Código Penal

A iniciativa modifica tanto o Código Penal quanto a Lei dos Crimes Hediondos. No caso de homicídio cometido com o uso de veneno ou substância tóxica, a condenação passará por um acréscimo de metade a dois terços. Vale destacar que, atualmente, a pena base para homicídio simples varia de 6 a 20 anos de reclusão.

Se a vítima for criança, adolescente, pessoa com deficiência, idoso, enfermo ou estiver sob a autoridade do agressor, a sanção será aplicada em dobro.

Impactos na saúde pública

O texto também endurece as penalidades para a contaminação de água potável, alimentos ou medicamentos. A prática, que hoje conta com reclusão de 10 a 15 anos, passará a ser punida com 12 a 20 anos de prisão.

Caso o ataque seja direcionado a públicos vulneráveis, a pena sofrerá um acréscimo de metade até dois terços. O projeto também define regras duras para os casos em que a contaminação resulta em danos à integridade física:

  • Lesão corporal grave: reclusão de 15 a 25 anos
  • Lesão corporal gravíssima: reclusão de 20 a 30 anos
  • Morte: reclusão de 30 a 40 anos

Para essas situações específicas, caso a vítima pertença ao grupo vulnerável mencionado na proposta, haverá um aumento de um terço até a metade na condenação.

Justificativa da proposta

O autor da matéria, deputado Bebeto (PP-RJ), ressalta a necessidade de proteger pessoas mais vulneráveis do envenenamento, que considera “uma das formas mais covardes, silenciosas e perversas de violência”.

“O assassinato por veneno é frequentemente planejado, executado mediante fraude e praticado sem qualquer possibilidade de resistência da vítima, circunstâncias que justificam reprimenda mais severa”, justifica.

Próximas etapas legislativas

Antes de seguir para votação no Plenário da Câmara, a proposta passará pela análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para que o texto entre em vigor como lei federal, ele precisará receber o aval tanto dos deputados quanto dos senadores.

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