Política

Paula Calil mantém candidatura à presidência da Câmara de Cuiabá após recusa da Justiça

Tribunal manteve exigência de 18 votos para alterar regras, impondo desafio ao grupo que apoia a atual mandatária.

Por REDAÇÃO | 17/09/2026 14:43

A presidente da Câmara de Cuiabá, Paula Calil (PL), declarou que mantém o propósito de concorrer à reeleição para liderar a Casa de Leis, apesar de o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) ter rejeitado o pedido de liminar protocolado pelo prefeito Abilio Brunini (PL). A solicitação visava modificar as diretrizes do Regimento Interno municipal.

Impacto jurídico e a exigência de quórum qualificado Com o posicionamento da Justiça, continua valendo a obrigatoriedade de dois terços do plenário, o equivalente a 18 dos 27 vereadores, para modificar o dispositivo que proíbe a recondução para a mesma função na Mesa Diretora ao longo da mesma legislatura. Atualmente, a parlamentar possui o respaldo de 13 parlamentares, quantia abaixo do exigido para aprovar a manobra regimental.

Estratégias e articulações políticas Apesar do cenário desfavorável, a dirigente legislativa reforçou que a contenda segue em aberto e que seus aliados vão analisar todas as alternativas antes de bater o martelo sobre os próximos passos políticos.

“Nós somos um grupo de 13 e continuamos unidos. Para tomar qualquer decisão, vai ser de acordo com o grupo. Nos reuniremos em breve para falar de possíveis nomes, mas enquanto não esgotarmos todos os caminhos possíveis, eu continuo candidata”, afirmou Paula.

Possibilidade de novos rumos na chapa A chefe do Legislativo municipal também ponderou que debates sobre um plano alternativo podem surgir caso o grupo não consiga destravar os caminhos jurídicos ou políticos para consolidar o seu nome na disputa.

“Nos reuniremos para ver se vai haver uma composição ou qual o próximo nome. Mas, no momento, ainda não há nada definido”, completou.

O contexto da Ação Direta de Inconstitucionalidade O imbróglio judicial teve início quando o prefeito Abilio Brunini protocolou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) para contestar o quórum de 66% exigido para emendar o regimento interno da instituição. O tribunal ainda precisa julgar o mérito da matéria, mas a sentença definitiva não tem expectativa de ser publicada antes do pleito da Mesa Diretora, agendado para 6 de outubro.

Enquanto isso, o cenário eleitoral da Casa ganha novos contornos com a movimentação de outros nomes. Além de Paula Calil, o vereador Ilde Taques (Podemos) também costura apoios de olho no comando do parlamento local. Já Dilemário Alencar (União) desponta como mais um concorrente e, conforme sinalizado pela atual presidente, deve participar de diálogos para avaliar uma eventual composição de forças.