A candidata ao Senado Margareth Buzetti compareceu às urnas neste domingo (4) na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), localizada na capital mato-grossense, depositando suas expectativas no reconhecimento do eleitorado em relação ao seu mandato legislativo e às pautas sociais defendidas ao longo de sua atuação política.
Atuação parlamentar e foco na família
Durante o pleito, a postulante ao cargo federal destacou que sua campanha focou em demandas sociais voltadas à proteção de segmentos vulneráveis da sociedade, abrangendo desde a infância até a terceira idade. A parlamentar ressaltou que o engajamento em prol de políticas públicas familiares marcou sua trajetória recente no Congresso Nacional.
“Eu espero que sim, porque foi um trabalho muito intenso em prol das mulheres, das crianças, dos idosos, dos adolescentes. Eu espero que sim, porque é um voto e foi um trabalho para a família”, afirmou.
Legislação de combate à violência de gênero
Entre os principais marcos legislativos associados à sua passagem pelo parlamento destaca-se a criação do chamado Pacote Antifeminicídio. Apresentada no ano de 2023, a proposta culminou na aprovação da Lei 14.994/2024, que redefiniu o feminicídio como um crime autônomo e ampliou a sanção penal máxima para até 40 anos de reclusão.
A nova legislação também promoveu o endurecimento das penas aplicadas a outras modalidades de violência doméstica e familiar, contemplando delitos como lesão corporal, ameaças verbais e violência psicológica direcionada ao público feminino.
Desafio nas urnas e lealdade política
Assumindo anteriormente uma cadeira legislativa na condição de suplente, a candidata enfrenta agora o seu primeiro teste direto nas urnas para buscar um mandato próprio no Senado Federal. Ao projetar o cenário eleitoral, ela ponderou sobre a imprevisibilidade da disputa democrática.
“Não existe eleição ganha nem eleição perdida. Eu coloquei meu nome, eu tenho trabalho prestado, um monte de trabalho prestado, e aí a gente tem que ver o que é a população”, disse.
A sabatina com a imprensa também abriu espaço para questionamentos sobre palanques e apoios na corrida eleitoral estadual, especificamente acerca da participação do ex-governador Mauro Mendes (União) em eventos associados a adversários políticos. A candidata admitiu o desconforto com o episódio, mas reiterou sua postura de fidelidade aos compromissos firmados desde o início da disputa.
“Dizer que eu não fiquei triste, chateada, é mentira. Eu fiquei, porque em momento algum eu mudei de palanque. O meu segundo voto é Mauro Mendes e eu vou terminar essa campanha como eu iniciei”, declarou.
Apesar da situação, a postulante evitou embates diretos com o aliado e pontuou que a pluralidade de escolhas faz parte do processo democrático, reforçando que prioriza seus princípios pessoais de conduta.
“O bom da democracia é isso. Mas eu sou uma pessoa leal até ao que eu penso. Eu não consigo mudar por conveniência”, afirmou.
Por fim, ao ser questionada a respeito dos levantamentos estatísticos divulgados por institutos de opinião pública ao longo da campanha, a candidata preferiu adotar cautela e aguardar a apuração oficial dos votos pelo Tribunal Superior Eleitoral.
“Vamos ver. A gente tem que esperar para ver a decisão do povo mato-grossense. Eu coloquei meu nome e ele vai ser testado”, concluiu.









