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Gisela Simona aponta importância de representar mulheres da periferia em MT

Candidata a vice na chapa de Otaviano Pivetta destaca trajetória ligada ao voluntariado e defesa social.

Durante a corrida eleitoral rumo ao Governo de Mato Grosso, a candidata a vice-governadora Gisela Simona (União) destacou a importância de sua presença na chapa encabeçada por Otaviano Pivetta (Republicanos). Em um encontro recente em Cuiabá com lideranças comunitárias e voluntários, ela se emocionou ao relatar conversas com jovens de comunidades periféricas e famílias de baixa renda.

Representatividade e impacto social nas periferias

A candidata ressaltou que o reflexo de sua candidatura vai além da disputa política atual, servindo de inspiração para que outras mulheres alcancem espaços de poder. A declaração ocorreu em evento que contou com a presença de presidentes comunitários e representantes do Rotary e Lions Club.

“Quando estou aqui, onde hoje me encontro, em uma campanha majoritária, candidata a vice, ao lado de Pivetta, sim, eu se emociono. Principalmente, quando meninas da nossa periferia, de baixa renda, me dizem: eu também quero estar aí, você me representa. Isto é muito forte, gente! Não é por mim, não é pelo que vou conseguir ou não. Mas é pelo fato de estar motivando, fazendo com que entendam que este lugar, onde hoje estou, é de todos nós”, afirmou.

Raízes no voluntariado e visão sobre a gestão pública

Com uma trajetória marcada pela atuação como advogada, servidora pública e defensora dos direitos do consumidor e de combate à violência de gênero, Gisela conecta sua visão política à vivência familiar. O envolvimento com o serviço comunitário vem desde a infância, quando acompanhou a trajetória do pai no Rotary Club em Várzea Grande.

“Quando me lembro da posse do pai como presidente do Rotary Club de Várzea Grande-Cristo Rei, passa um filme na cabeça da gente. Porque desde lá até aqui a população foi dizendo pra gente que, mesmo não tendo padrinho político, não tendo alguém da família neste espaço de poder, era possível chegar fazendo a coisa certa. Pois a política não pode ser o lugar de fazer a coisa errada. Ao contrário, é o lugar onde podem ocorrer grandes transformações na vida das pessoas”, afirmou.

O impacto das decisões na vida cotidiana

Para a candidata, a administração pública deve ser traduzida em melhorias concretas para a população, refletindo diretamente em áreas como infraestrutura urbana, custo de vida e saúde pública, especialmente para quem depende de atendimento médico gratuito.

“Tenho dito para as pessoas: se existe asfalto na sua rua, é por causa da política. Se o gás está caro ou não, é por causa da política. Mas não podemos perder de vista que estamos aqui para servir os outros e não para sermos servidos. A política, para mim, é coisa séria. É um lugar onde os mais simples e as pessoas mais carentes dependem dela para viver”, disse.

A pauta social e a eficiência no atendimento à saúde também foram destacadas como prioridades para garantir que o acesso a serviços básicos seja universal.

“Quando uma pessoa passa mal e tem dinheiro, consegue pagar uma consulta. Mas a grande maioria da população não tem. Então o SUS tem que funcionar. A fila tem que andar. E a gente tem que estar lá para ajudar, para fazer aquilo que estiver ao nosso alcance.”

Na reta final da campanha, a chapa reforça a necessidade de avaliar a trajetória, a capacidade de gestão e o compromisso social dos candidatos. A proposta central é transformar o crescimento financeiro do estado em qualidade de vida para todos os cidadãos.

“Mato Grosso já demonstrou sua capacidade de produzir, investir e gerar riqueza. O desafio agora é fazer com que essa prosperidade não permaneça restrita aos indicadores econômicos ou aos setores que já conseguem capturá-la, mas alcance também os mais vulneráveis, os municípios, as periferias e as famílias que dependem diretamente da qualidade dos serviços públicos”, conclui a proposta da chapa.

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