O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira (27), na capital federal, que a administração federal pretende negociar com o mercado financeiro e a iniciativa privada ações de ajuste voltadas ao cumprimento da meta fiscal.
Diálogo com o setor privado
Ao se apresentar no Ministério da Fazenda pela manhã, o representante da pasta conversou com repórteres sobre a estratégia adotada pela gestão para assegurar o equilíbrio das contas públicas.
“Nosso compromisso é com a responsabilidade fiscal, com a estabilidade fiscal e isso vai ser buscado com diálogo”, disse o ministro a jornalistas ao chegar, nesta manhã, ao Ministério da Fazenda.
Logo após a recondução do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para mais um mandato, ligações foram feitas a líderes do segmento financeiro na segunda-feira (26) com o intuito de tranquilizar o ambiente econômico.
Propostas de ajuste fiscal
Apesar de não aprofundar os dados, o integrante da pasta econômica confirmou que debates sobre novas regras estão em andamento, o que engloba a hipótese de elevar a porção do Orçamento federal sujeita a bloqueios, dependendo do aval do Poder Legislativo.
“Já temos várias medidas sendo estudadas e algumas prontas”, revelou Durigan, explicando que as propostas em análise vão ser anunciadas em breve, com a autorização do presidente Lula, que, antes, quer definir os novos integrantes de sua equipe econômica.
Período de transição
O cenário atual é marcado pela fase de transição que antecede a nova posse presidencial marcada para o dia 5 de janeiro, quando o chefe do Executivo e o vice-presidente Geraldo Alckmin assumem novamente os cargos.
“Estamos passando por um período de transição”, destacou o ministro, referindo-se ao período entre o anúncio do resultado do segundo turno das eleições presidenciais e o dia 5 de janeiro, quando Lula e o vice-presidente, Geraldo Alckmin, serão reempossados.
“[Até lá] o presidente vai se sentar tanto com a equipe atual, quanto com a que ainda vai designar para o novo mandato, e definir os próximos passos concretos. Sabendo que já temos medidas prontas, como a busca pelo centro da meta, que vão ser tratadas com o Congresso Nacional em breve.”















