O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), avaliou que o presidente Lula (PT) enfrentará grandes obstáculos para administrar o país devido à expressiva representação da oposição no Congresso Nacional. Durante declarações concedidas nesta segunda-feira (26), um dia após o segundo turno que sacramentou a vitória petista, o chefe do Executivo municipal também rechaçou o argumento de que o movimento conservador teria sido sepultado nas urnas.
Resistência conservadora no legislativo
Para o gestor cuiabano, o desfecho da disputa presidencial não simboliza a derrocada do campo conservador. Na visão dele, o grupo preserva capilaridade política e terá musculatura suficiente para fazer oposição e pressionar a gestão federal a partir de 2027.
“Não é uma derrota de jeito nenhum e muito menos o bolsonarismo acabou”, declarou o prefeito, ao argumentar que a oposição conquistou espaço expressivo no Legislativo.
Futuro político e sucessão presidencial
O político do PL também colocou em dúvida os rumos da legenda governista após a saída de cena de sua principal figura, contrapondo com a pluralidade de nomes do campo da direita no cenário nacional.
Abilio também questionou o futuro do PT após Lula e afirmou que a direita possui outras lideranças capazes de disputar espaço na política nacional. “Na direita existe o Jair Bolsonaro, existem vários nomes da direita. Na esquerda só tem o Lula. O que vai ser do PT pós-Lula?”, disse.
Obstáculos no senado federal e no STF
Outro ponto destacado por Brunini diz respeito à correlação de forças no Senado Federal, que, segundo sua análise, servirá de entrave para as articulações do Palácio do Planalto, sobretudo na hora de chancelar indicações para vagas no Supremo Tribunal Federal (STF). Na avaliação dele, Lula terá de negociar com os senadores para conseguir aprovar os nomes indicados à Corte.
O prefeito ainda associou o peso da bancada conservadora no Senado a potenciais confrontos envolvendo decisões vindas do Judiciário e a situação jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro, mencionando inclusive tratativas políticas ligadas a ordens de prisão e investidas contra magistrados da Suprema Corte.
As falas endossam a postura pública do gestor de que a derrocada de Flávio Bolsonaro na corrida presidencial não anula o protagonismo da direita. A estratégia da base conservadora no Parlamento, segundo ele, será manter uma postura de embate constante contra a administração federal ao longo dos próximos anos.
















