A urna eletrônica transformou os processos de votação e apuração no Brasil, mas o bom e velho papel com os números anotados à caneta continua indispensável para evitar confusões no momento decisivo.
Restrição ao uso de celulares na cabine de votação O celular precisa ser obrigatoriamente entregue aos mesários antes de o eleitor ingressar na cabine de votação.
Essa medida restringe qualquer dispositivo com capacidade de transmitir, gravar ou fotografar imagens, com a finalidade de resguardar o sigilo do voto e barrar fraudes ou tentativas de comprovação da escolha na urna.
A recusa em entregar o telefone pode resultar na proibição temporária do voto, além do registro da ocorrência pela mesa receptora.
Documentos obrigatórios e o uso do e-Título O porte de um documento de identificação com foto é obrigatório. Embora o documento físico de inscrição eleitoral não seja exigido, ele facilita o atendimento ao mostrar a seção e a zona de votação.
Como alternativa, os cidadãos podem utilizar o e-Título, aplicativo oficial da Justiça Eleitoral que disponibiliza a via digital do documento e os dados de localização. Recomenda-se verificar o local de votação atualizado na véspera do pleito.
Erros comuns e votos nulos no primeiro turno No primeiro turno das eleições, a ausência do lembrete de papel gerou confusão em diferentes estados.
No Distrito Federal, por exemplo, a atual governadora Celina Leão (PP) quase definiu a disputa mais cedo, mas eleitores confundiram a numeração e anularam milhares de sufrágios.
Em 4 de outubro, 26 mil pessoas no DF digitaram 22, número do PL, partido de Flávio Bolsonaro. Como não havia candidato do PL na disputa ao governo distrital, os votos acabaram anulados. O número da candidata do PP é 11.
De maneira semelhante, no Rio de Janeiro, o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Eduardo Paes gerou confusão entre os eleitores. Dados das urnas mostraram que cerca de 204 mil eleitores digitaram o número 13 nas urnas, acreditando escolher Paes.
Esses eleitores deveriam, no entanto, digitar o número 55. Sem candidato do PT na corrida ao Palácio da Guanabara, os votos foram anulados e Douglas Ruas (PL) venceu no primeiro turno.
O uso da legislação para garantir a precisão A legislação permite ao eleitor levar a colinha para a urna, para garantir a precisão do voto.















