Política

Abaixo-assinado em Cuiabá cobra transparência na eleição da cultura

Movimento mobiliza centenas de profissionais do setor para evitar prejuízos na aplicação dos recursos da PNAB.

Um abaixo-assinado lançado pela MT Cine — Associação Mato-grossense dos Profissionais de Cinema e Audiovisual exige da Prefeitura de Cuiabá maior transparência, planejamento e esclarecimentos a respeito do processo eleitoral voltado para o Conselho Municipal de Política Cultural (CMPC). Em um intervalo inferior a seis horas após a publicação, o manifesto alcançou mais de 100 assinaturas de produtores, artistas e demais trabalhadores do setor.

O impacto na Política Nacional Aldir Blanc

O foco principal da mobilização reside no período de vacância enfrentado pelo colegiado, visto que a gestão anterior encerrou suas atividades em 15 de outubro. A categoria teme que essa lacuna administrativa cause danos diretos na execução das políticas públicas para a área, com especial atenção aos editais vinculados à Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).

“Este ciclo do PNAB terá os projetos analisados pelo conselho o que torna de suma importância a participação da classe artística em todo os segmentos”, declarou a ex-conselheira do audiovisual Caroline Araújo.

Questionamentos sobre o cronograma eleitoral

Diante da situação, o documento formalizado pela associação questiona os motivos que impediram a convocação do pleito com antecedência adequada, além de indagar se a gestão municipal elaborou estratégias para assegurar uma transição organizada entre os membros do conselho.

A entidade pontua que apoia a renovação do órgão, mas enfatiza a necessidade de lisura e solidez institucional durante todas as etapas. Outro ponto central do manifesto indaga de que maneira o poder público pretende viabilizar a operacionalização dos editais caso o preenchimento das vagas do novo conselho não ocorra dentro do prazo viável.

“A MT Cine foi procurada por profissionais do audiovisual e se manifestou para garantir a participação do setor nas decisões que impactam nosso trabalho e a geração de emprego e renda”, afirmou o presidente da entidade, Eduardo Butakka.

O manifesto demanda um posicionamento formal tanto da prefeitura quanto da Secretaria Municipal de Cultura, cobrando providências para blindar os trabalhadores contra eventuais perdas e resguardar a continuidade das iniciativas culturais na capital mato-grossense.

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