A Polícia Civil de Mato Grosso iniciou uma investigação para esclarecer a morte de Lourdes Maria de Lima Pessoa Padilha, de 24 anos. A jovem faleceu na última sexta-feira (16) enquanto passava por procedimentos cirúrgicos no Hospital Geral e Maternidade, localizado na capital mato-grossense.
Detalhes da necropsia e atuação policial
O inquérito está sob a responsabilidade da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e foi registrado inicialmente como morte a esclarecer. Conforme o delegado Michael Mendes Paes, os agentes foram acionados para acompanhar a liberação do corpo e solicitaram os exames necessários.
A necropsia conduzida pela Diretoria Metropolitana de Medicina Legal (DMML), vinculada à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), resultou em um laudo preliminar com causa da morte indeterminada. Agora, as autoridades aguardam a conclusão de análises periciais complementares para verificar se houve falhas na assistência médica ou hospitalar.
Esquema cirúrgico e tensão na unidade de saúde
Lourdes Maria realizava cirurgias de lipoaspiração e implante de próteses mamárias quando sofreu uma parada cardiorrespiratória. A equipe médica executou manobras de reanimação por cerca de duas horas, mas a paciente não resistiu. Ela era mãe de duas crianças e foi sepultada na tarde de domingo (18).
Após o óbito, o clima no hospital tornou-se tenso, exigindo a intervenção da Polícia Militar. De acordo com a representação jurídica do médico cirurgião, familiares da vítima teriam agredido e ameaçado o profissional de morte no local.
Posicionamento da defesa e do conselho profissional
O médico Euller Gustavo Preza, responsável pelos procedimentos, manifestou pesar pelo falecimento por meio de sua assessoria jurídica. A defesa destacou que a operação ocorreu em estrutura hospitalar adequada, com equipe qualificada e exames pré-operatórios em dia, ressaltando que o profissional soma mais de 25 anos de carreira e registro ativo no conselho de classe.
“Tudo indica tratar-se de uma complicação súbita, descrita na literatura médica. A causa, contudo, será esclarecida pelos órgãos oficiais competentes”, informou a nota oficial da defesa.
Paralelamente à investigação policial, o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) confirmou a abertura de uma sindicância para avaliar a conduta e o atendimento prestado. O órgão reforçou que o trâmite ocorre em sigilo e não configura julgamento antecipado do médico envolvido.















